Quem trafega diariamente pela BR-369, no perímetro urbano de Londrina, se depara com um cenário nada agradável. Às margens da rodovia, conhecida como Avenida Brasília, há muito lixo acumulado, principalmente de materiais recicláveis.
''Acho que é por falta de educação dos condutores e também de empresas instaladas nesses locais. Me incomoda porque, além de poluir, pode acumular água e se espalhar com o vento'', reclama o comerciante Marlon Gatti, de 36 anos, que transita pela BR-369 todos os dias a caminho do trabalho. Ele garante que dá exemplo e não joga lixo na rodovia. ''Mesmo que for um papel de bala, jogo no saco de lixo que carrego no carro. É uma questão de consciência'', diz.
A equipe de reportagem percorreu alguns techos da BR-369 que cortam o município e constatou que há muito lixo acumulado em canteiros às margens da via. No Km 147, na saída para Ibiporã (Leste), há pedaços de madeira, garrafas de vidro e de plástico, embalagens de cigarro e até lâmpadas fluorescentes.
Alguns metros adiante, no Km 152, a placa com os dizeres ''Proibido jogar lixo'' não é suficiente para inibir a ação da população, que, em vez de preservar a área, transformou o local em um verdadeiro depósito de entulhos, com roupas velhas, plásticos em geral e até animais mortos.
Em outro trecho, nas proximidades do Jardim do Sol (Zona Oeste), boa parte do canteiro foi tomado por materiais de construção. No ''lixão'' improvisado, é possível encontrar desde produtos eletrônicos até recicláveis.
A fiscalização e limpeza desses locais são de responsabilidade da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que cumpre um cronograma para atender todas as regiões. De acordo com o diretor de Operações, Décio Fernando Rossetto Zulian, na região Oeste, especificamente nos Km 151 e 152 da BR-369, a previsão para os serviços de limpeza é no máximo até semana que vem.
''Se parar de chover, vamos realizar ainda nesta semana, pois esses locais de descarte irregular já estavam em nosso cronograma. Em relação ao trecho na saída de Ibiporã, uma equipe foi enviada até o local para verificar a necessidade de serviço e registrar a ordem de limpeza'', afirma ele, ao lembrar que a conservação nesses espaços depende da boa conduta de moradores, comerciantes e transeuntes. ''O cidadão tem que entender que isso é um custo para ele e que é de responsabilidade de todos cuidar da cidade de forma ordeira, através de boas condutas'', diz.
Zulian explica que o entulho é recolhido e levado para o Aterro Sanitário. O reciclável segue para as cooperativas e em casos de materiais que agridem o meio ambiente, a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) é acionada para realizar a triagem e encaminhamento. Além disso, os responsáveis pelo descarte irregular podem ser punidos.
''Aquele que for flagrado descartando lixo em local irregular será notificado e autuado, com valores que podem variar entre R$ 300 e R$ 50 mil, pois dependendo do material é classificado como multa ambiental'', ressalta Zulian. Para aumentar a capacidade de fiscalização, cinco funcionários da CMTU estão sendo treinados para percorrer todos os pontos do município. Hoje, três servidores fazem esse trabalho.
Serviço:
Denúncias ou informações no setor de Operações da CMTU pelo fone: (43) 3379-7900 e 9992-3970 (fiscalização)

mockup