Paulo WolfgangDepósitoO lixo toma conta da calçada e já se espalha pela rua: passagem para pedestres impedida e mau cheiro

A limpeza do quintal da Sociedade Espírita de Promoção Social, na rua Cabo Verde, na vila Nova (área central) está incomodando os vizinhos. O lixo que está sendo retirado das depedências da Sociedade é depositado na calçada, impedindo a passagem de pedestres e causando mau cheiro. A sujeira já toma conta da calçada - começando a se espalhar pela rua -, de quase todo um lado do quarteirão.
São móveis velhos, garrafas, pedaços de colchões, telhas, entre outros objetos - todos doados pela comunidade à entidade. A direção da Sociedade afirma que pediu providências à Autarquia do Meio Ambiente (AMA) antes de começar a limpeza, há 15 dias, mas só ontem a prefeitura começou a transportar o material.
O maior prejudicado é o vizinho da frente do terreno, o aposentado Antonio Faneco. Ele diz que a sujeira começou a se acumular antes do Natal quando foram podadas as árvores do terreno. ‘‘Liguei várias vezes para a Prefeitura, mas nada foi feito’’, reclama. ‘‘Aí tem de tudo, vem um cheiro horrível. E a parte mais podre fica bem na frente da minha casa’’.
A esposa de Antonio, Maria Barrios Faneco, lembra que a prefeitura os intimou a retirar, em 24 horas, cerca de duas latas de areia que estavam na calçada da casa, há cerca de dois meses. ‘‘Estava cercadinho com tijolo e não incomodava ninguém, mas eles exigiram que a gente tirasse se não quisesse pagar multa’’, conta. ‘‘Agora aí pode ficar essa sujeira toda, que não atrapalha os pedestres?’’.
O presidente da Sociedade Espírita de Promoção Social, Élio Fernandes, afirma que está tentando limpar o terreno há dois anos, desde que assumiu o cargo. Segundo ele, a administração anterior não aproveitou as doações que acabaram se estrangando e perdendo a utilidade. ‘‘Desde lá estamos pedindo para a AMA vir buscar o lixo mas só agora deram resposta’’, afirma. Segundo ele, o pedido foi para que o caminhão entrasse no terreno. ‘‘Mas como ficava difícil, pediram para que colocássemos do lado de fora que viriam buscar. Só que demorou porque parece que estavam com falta de veículo’’. A informação na AMA é que ainda esta semana todo o lixo vai ser removido com o trabalho de dois caminhões.
Com a limpeza do terreno, Fernandes pretende reestruturar o recebimendo de doações. Ele pede que a comunidade continue doando porque os materiais ajudam na manutenção do atendimento prestado pelo Albergue Noturno, Lar das Vovozinhas Gilda Marcondes e o Lar do Vovô, todos vinculados à Sociedade Espírita. Além dos 35 idosos (24 mulheres e 11 homens) internos, pelo Albergue passam em média 40 pessoas por noite. A Sociedade ainda serve sopa todas as noites para cerca de 40 pessoas.

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