O problema com o lixo reciclável parece não ter fim em Londrina. Um mês depois da reportagem da FOLHA, moradores e comerciantes de diversos pontos ainda reclamam de falta de coleta e lixo acumulado nas ruas. Na semana passada, uma grande pilha de material reciclável que ficava na Vila Nova (Área Central) foi incendiada, depois de ficar dias acumulada.
''As pessoas acordaram com o fogo, chamaram os bombeiros, mas quando chegaram tudo já havia sido queimado'', conta Carlos Campanucci, auxiliar administrativo do Santuário Nossa Senhora Aparecida. Segundo ele, é comum usarem o local para armazenarem sacos de lixo reciclável, que ficam até duas, três semanas na rua antes de serem recolhidos, para desespero dos moradores.
Na Rua Souza Naves, próximo à Avenida Bandeirantes, na Área Central, a reclamação é de que os coletores não passam no dia determinado. ''Às vezes passam só na sexta. Quando chegamos de manhã, muitas vezes está tudo espalhado, as pessoas passam e rasgam os sacos, é horrível '', afirma Thiago Marques, proprietário de uma confeitaria.
No condomínio do síndico Márcio Tolomeu, no Jardim Europa (Zona Sul), a falta de recolhimento também tem causado vários transtornos. ''Precisei contratar uma caçamba três vezes para vir recolher o lixo e levar para uma empresa especializada, porque não tinha mais espaço no depósito'', reclama.
Segundo Tolomeu, o condomínio fez várias adequações para a coleta seletiva, como placas indicativas, ampliação da área de armazenamento, além de palestras com moradores e funcionários. ''Fizemos nossa parte, pagamos nossos impostos e tenho que ficar implorando para virem recolher o lixo.''
Bandeiras
Na reportagem publicada pela FOLHA no mês passado, vários moradores reclamavam das montanhas de lixo reciclável amontoadas esperando para serem recolhidas nos pontos chamados de bandeiras. A FOLHA percorreu alguns dos pontos onde havia lixo acumulado e todos os pontos estavam limpos. As recicladoras Adriana dos Santos e Maria Aparecida Vilhoni recolhiam o material das casas próximas à prefeitura no dia que a reportagem percorreu os pontos e explicaram que foi contratado um caminhão para buscar o material e levar para os barracões, o que teria resolvido o problema nas bandeiras.

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