LIXO RECICLÁVEL - Separação incorreta gera perdas
O que fraldas e absorventes usados, restos de alimentos, seringas e fezes têm comum? Nenhum é reciclável, mas são encontrados diariamente pelos catadores das cooperativas de Londrina. A separação incorreta gera perdas para os trabalhadores e acarreta em mais materiais destinados indevidamente à Central de Tratamento de Resíduos (CTR). A reportagem acompanhou o trabalho dos catadores da Cooper Região.
Logo cedo Ademir Carlos Maziero e David Nogueira da Silva passam vistoriando o conteúdo dos sacos destinados à reciclagem e entregando novas embalagens, que serão recolhidas na semana seguinte. O objetivo é tentar evitar que material inadequado chegue ao barracão, aumentando a quantidade de rejeito. Já na primeira residência o saco plástico transparente mostra que junto a potes plásticos com restos de maionese estão frutas, legumes e restos de comida. O material está tão sujo que os catadores nem se dão ao trabalho de tentar separar o material.
No barracão Centro A, na Vila Marízia (área central de Londrina), mesmo com a primeira triagem, as mulheres incumbidas de fazer a separação ainda encontram diversos materiais inadequados, nas duas triagens seguintes. Depois de uma separação rápida, os sacos são colocados nas baias, onde outras trabalhadoras fazem a triagem final, de cada material e dos rejeitos. Alguns deles oferecem sérios riscos à saúde das catadoras, como as agulhas descartadas com seringas.
Lucivane Gomes trabalha há apenas nove meses como catadora e já se feriu dessa maneira. "Estava trabalhando nas baias quando acabei pegando uma seringa e a agulha atravessou a luva. Fui para o hospital, fiz diversos exames e me deram o coquetel antiaids. Agora que os exames deram normal, parei com o tratamento."
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Os resíduos da área de saúde (como seringas e agulhas) devem ser incinerados; vale lembrar que os remédios vencidos devem ser encaminhados para os postos de saúde para o descarte adequado
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