Curitiba

Albari RosaHospital Infantil Pequeno Príncipe passa a separar lixo produzidoA Prefeitura de Curitiba deverá abrir ainda este ano concorrência para terceirizar a destinação e tratamento do lixo hospitalar que não é incinerado. Atualmente, esse lixo é depositado numa vala séptica da prefeitura, cuja capacidade está praticamente esgotada. A concorrência poderá definir uma nova tecnologia para o tratamento. ‘‘O vencedor será escolhido pela melhor proposta técnica e preço’’, disse o chefe do Serviço de Avaliação e Análise Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Ivo Hauer Malschitzki.
Segundo ele, a vala séptica é a maneira mais barata de tratar o lixo hospitalar, mas também a mais difícil de ser viabilizada. ‘‘É preciso encontrar um local com estrutura geológica apropriada e sempre existe resistência da vizinhança’’, afirma. De acordo com Malschitzki, outras tecnologias possíveis são a incineração e sistemas de autoclaves.
Curitiba produz atualmente 18 toneladas diárias de lixo hospitalar, das quais 1,5 tonelada é incinerada em cinco caminhões apropriados. O restante vai para a vala, instalada num terreno na Cidade Industrial. O problema é que, junto com material infectado, vão papéis e uma série de outros resíduos que não tiveram contato com pacientes e poderiam ter outra destinação. ‘‘Só 40% do lixo que vai para a vala é realmente infectado ou infectante’’, afirma Malschitzki.
Para amenizar o problema, a secretaria está desenvolvendo um programa que torna mais criteriosa a separação do lixo em hospitais, clínicas, farmácias e outros estabelecimentos da área da saúde. O programa divide o lixo em cinco categorias, fazendo com que só o material infectado vá para a vala ou os incineradores.
A nova classificação já é adotada em 42 estabelecimentos. Ontem foi a vez de o Hospital Infantil Pequeno Príncipe adotar a medida. A princípio, o hospital está separando o lixo em quatro categorias: infectante para incineração (curativos, bolsas coletoras, artigos descartáveis contaminados); infectante para aterramento (fraldas descartáveis, restos de alimentos e outros itens que tiveram contato com pacientes); comum (pilhas, tecidos e alimentos que não tiveram contato com pacientes); e reciclável (papel, vidro, plástico).
Na próxima etapa, o hospital passará a separar do lixo hospitalar os produtos químicos, que serão enviados para uma vala específica, pertencente a uma empresa particular. A intenção da Secretaria do Meio Ambiente é reduzir a produção de lixo hospitalar das atuais 18 para 7 toneladas diárias.

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