Plástico, papel, vidro, cigarro 15 mil quilos de resíduos sólidos são retirados diariamente da rede de esgoto da cidade de Londrina. A estimativa é da Sanepar, que gasta mensalmente R$ 100 mil em tratamento preventivo para evitar que haja transbordo da rede.
Segundo o gerente metropolitano da Sanepar, Sérgio Bahls, a rede coletora é projetada para receber esgoto, que é apenas a água que escoa através dos ralos das pias, tanques e pisos, além dos vasos sanitários. Já as águas de chuva e da limpeza de áreas externas devem ir para a rede de drenagem, chamada galeria de águas pluviais.
O uso incorreto da rede coletora, segundo Bahls, causa muitos transtornos no processo de tratamento da água. ''Como as pessoas não conhecem o funcionamento da estação não sabem os danos que um pedaço de pano pode causar'', declara. O gerente explica que o esgoto é tratado por uma fauna de bactérias que destroem os resíduos orgânicos, porém se um pedaço de plástico cai na rede ele não será tratado.
A situação fica ainda pior no período de chuvas. Para evitar que o entupimento seja constante, a cada 15 dias uma equipe da Sanepar percorre alguns pontos críticos da cidade para limpar a rede. ''No centro a vistoria é mais frequente porque há muitos restaurantes e o acúmulo de gordura é inevitável'', afirma o gerente.
Em Londrina 100% do esgoto coletado é tratado antes de ir para os rios, mas apenas 67% da população utiliza a rede. ''Todo dinheiro que nós investimos na empresa vem da tarifa. Portanto, se temos despesas para manter a rede isto será repassado ao comsumidor'', enfatizou Bahls.

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