Lixo já atrai interesse de 20 empresas
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sexta-feira, 20 de julho de 2001
Érika Pelegrino De Londrina 
Pelo menos 20 empresas interessadas em fazer o serviço de coleta de lixo e limpeza pública de Londrina já procuraram a Companhia Municipal de Transporte e Urbanização (CMTU) em busca de informações, antes mesmo da assinatura da autorização para a concorrência pública - que aconteceu ontem à tarde. O presidente da CMTU, Wilson Sella, afirmou que como muitas empresas já demonstraram interesse em fazer o serviço, a expectativa é de que o preço fique abaixo do máximo estipulado pelo edital: R$ 650 mil mensais pela coleta de lixo e limpeza pública.
O número de empresas que irão participar da concorrência só será conhecido no 6 de setembro, quando serão abertos os envelopes de documentação. As propostas de valores deverão ser entregues cinco dias depois. Sella afirmou que entre os que já o procuraram estão dois grupos franceses e um do Chile, além de empresas de Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Minas Gerais e Londrina. Os interessados poderão pegar os envelopes com o edital na CMTU, mediante o pagamento de R$ 500,00, a partir de terça-feira.
Entre os serviços incluídos na licitação estão lavagem do Calçadão, Rua Sergipe e adjacências (calçadas com petit pavé) oito vezes por ano; varrição de 1.840 quilômetros de ruas por mês e mais 1,1 milhão de metros quadrados/mês de praças e feiras livres; administração da lagoa de tratamento de chorume que será construída em três meses; tratamento do lixo hospitalar (sistema será definido pela empresa). A prefeitura espera economizar cerca de R$ 125 mil mensais com a inclusão desses serviços no contrato com a empresa vencedora. Hoje todos são executados pelo município. Faremos uma economia de 25%, disse.
Outra mudança foi quanto ao pagamento por tonelada de lixo coletado. A balança foi eliminada e a fiscalização para saber se a empresa está coletando o lixo será feita por fiscais da CMTU e pela própria população através do disque-lixo (0800 400 5001). De acordo com Sella, a balança será usada para medição de índice (pesagem esporádica para saber a quantidade de lixo produzida pela cidade) e para pesar lixo de terceiros (supermercados, restaurantes e outros). Este lixo também será coletado pela empresa vencedora, mas será cobrado da fonte geradora uma média de R$ 15,00 a tonelada, a partir de 1º de agosto.
Hoje o lixo de terceiros ou particular é despejado por caçambeiros no aterro sanitário. Segundo Sella, depois de contratada a empresa, a questão do lixo em Londrina começará a ser aprofundada. Um dos problemas a ser resolvido é o do aterro sanitário, que já está sofrendo readequações para que ganhe mais tempo de vida útil, que se esgotaria em um ano e oito meses. Uma destas readequações é a lagoa de tratamento de chorume.
O presidente da CMTU afirmou que possivelmente o contrato emergencial com a Vega Ambiental, que vence em 9 de outubro, terá que ser prorrogado.


