Residências e empresas localizadas no Parque Industrial de Maringá estão jogando lixo doméstico e outros não autorizados em aterro administrado pelo Serviço Autárquico de Obras e Pavimentação (SAOP) da prefeitura. O aterro, localizado em frente a uma das churrascarias mais famosas da cidade, na PR-317, que liga Maringá a Campo Mourão e Cascavel, já exala mau cheiro.
Acordo firmado entre o proprietário do terreno e o SAOP autorizou que as empresas jogassem no buraco de cerca de 1 alqueire somente entulhos ou restos de construção civil. Mas como o lixão fica a 20 km da cidade, as empresas estão jogando todo o tipo de lixo no aterro: plantas, flores, restos de cozinha industrial, restos de festas de aniversário, peças de automóvel, pneus, plásticos etc.
O desempregado Francisco Ribeiro, 38 anos, tem uma caminhonete F-1000 para serviços de frete. Como não consegue trabalho, ele pega restos no aterro (madeira) e vende no bairro Mandacaru, onde mora. ‘‘Se não fosse por isto, estaria morto de fome’’, disse ele. Seu ajudante Rodrigo Soares, 17 anos, até armou uma barraquinha no local. ‘‘Se não passarem logo uma esteira aqui isto vai acabar se tornando pior que o lixão da cidade’’, afirmou.
Maringá tem quatro aterros liberados para entulhos da construção civil. Dois deles (no Parque Alfredo Niffler e no Jardim Ipanema) são de responsabilidade da Secretaria do Meio Ambiente. ‘‘Meus aterros são cercados e têm vigia 24 horas por dia. Não pode jogar outro tipo de lixo lá a não ser restos de construção’’, disse o secretário Hamilton Cardoso.
Os outros dois aterros estão sob os cuidados do SAOP. Um fica nos fundos da Vila Bosque e outro na PR-317. Neste, segundo o chefe da divisão de viação do SAOP Sílvio Alves Moura, será passada uma esteira terça-feira, dia em que também um vigilante começará a tomar conta da área para evitar que se jogue outro tipo de lixo.

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