Osmani Costa
De Londrina
Pedaços de móveis usados, pneus velhos, restos de construção, garrafas plásticas, sobras de comida e material hospitalar descartado. A empresária Regina Held Silva afirma que, nos últimos oito anos, já viu todo tipo de lixo jogado em frente do seu imóvel, na esquina da Avenida Alziro Zarur com a Rua do Tuim, no Jardim Albatroz (zona leste de Londrina).
‘‘Só do final do ano passado até hoje, já fiz quatro requerimentos de providências para a Comurb (Companhia Municipal de Urbanização). A situação aqui, com o mau cheiro, mosquitos e bueiros entupidos é muito ruim. E não é eventual, é permanente’’, reclamou ela no início da tarde de ontem.
O local ocupado pelo amontoado de lixo era destinado à conversão de automóveis para a saída da Avenida Alziro Zarur, cuja pista da direita acaba no muro de uma chácara. ‘‘O lixo tomou conta do espaço para a saída dos carros. Agora, temos que sair daqui na contramão. Esta situação é um absurdo. Estamos num ponto nobre da cidade, entre o Aeroporto e o Hospital Universitário, e neste estado de abandono’’, ressaltou Regina Silva.
O diretor de manutenção e serviços da Comurb, Rafael Fuentes, garantiu que mandaria um fiscal até o local para confirmar a denúncia da empresária ainda ontem. ‘‘Realmente, aquele é um dos 30 pontos críticos de bota-fora de lixo que temos na cidade. Uma pá-carregadeira fará uma limpeza geral lá, nos próximos dias. Temos uma estrutura pequena e dificuldades para controlar este tipo de infração’’, admitiu ele.
De acordo com o novo diretor da Comurb, que tomou posse no cargo anteontem, o problema do lixo jogado em locais inadequados e de outros ataques ao meio ambiente só vai diminuir quando a população ajudar na fiscalização e denunciar pelo telefone 156, no horário comercial. ‘‘É necessário que a comunidade denuncie no momento em que esteja ocorrendo a irregularidade. Porque assim nossos fiscais podem autuar o infrator em flagrante’’, afirmou Fuentes.

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