Lixo industrial e comercial será cobrado
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segunda-feira, 09 de julho de 2001
Edna Mendes De Londrina 
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) vai cobrar pela coleta de lixo comercial e industrial em Londrina. Todo tipo de resíduo que não for domiciliar será de responsabilidade de quem produz, inclusive o lixo hospitalar. A medida deve começar a vigorar nos próximos dias e é assegurada por uma lei estadual. O objetivo da CMTU é reduzir a quantidade de lixo que vai para o aterro sanitário e incentivar a coleta seletiva.
Segundo o presidente da CMTU, Wilson Sella, estão sendo mapeadas as indústrias e empresas que produzem lixo diferenciado. Devemos cobrar cerca de quinze reais por tonelada de lixo de terceiros, informa. Sella diz ainda que a tonelada de lixo hospitalar recolhida custa hoje cerca de R$ 250,00. Com a coleta e o tratamento esse valor pode chegar a R$ 1 mil. O custo do tratamento dos produtos infectados, cortantes e perfurantes terá que ser repassado para os estabelecimentos de saúde. Como esse valor é alto, poderão resolver de outra forma, repassando para uma ONG, por exemplo.
Oito organizações não-governamentais (ONGs) já estão trabalhando na coleta de lixo reciclado em Londrina. A intenção da CMTU é também incentivar as empresas a entregarem suas produções de lixo para essas ONGs, que farão a seleção do material. Dessa forma também estaremos gerando renda e diminuindo a quantidade de lixo que entra no lixão, afirma Sella.
O presidente de uma das ONGs, Joel Vitório da Silva, está animado com a possibildiade de recolher lixo comercial e industrial. Quanto mais reciclável tivermos a oportunidade de recolher, mais renda teremos e mais gente vai viver disso, ressalta.
Na semana passada as associações que representam lojas, shoppings, supermercados e estabelecimentos de saúde foram informadas pela CMTU sobre a cobrança da coleta de lixo comercial e industrial. O vice-presidente da Associação Paranaense de Supermercados, Ademar Vedoato, diz que por enquanto a associação não vai se pronunicar. Isso ainda é especulação. Não tem nada definido, declara.
A Santa Casa de Londrina argumenta que há três anos separa do lixo hospitalar o que pode ser reaproveitado. O material reciclado é vendido e a renda usada na compra de equipamentos de segurança e material para a manutenção do hospital.


