Warren NabucoLixo aqui...Terreno particular no jardim Itamaraty: acúmulo de dejetosLixo. Independente do volume, é ele que está incomodando há meses os moradores de dois pontos distintos da Cidade - concha acústica (centro) e rua José Maria da Silva Paranhos, jardim Coimbra (zona oeste) ou Itamaraty, como é mais conhecido.
O lixo no jardim Itamaraty ocupa todo um terreno particular. O problema, segundo os moradores, é antigo. O volume de lixo, que varia de entulho a troncos de árvores e móveis velhos, já atinge a rua, obstruindo a passagem. Os moradores se irritaram com o descaso: ontem, alguém colocou fogo no terreno e por pouco a solução não passou da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) para os bombeiros.
Os moradores já tentaram resolver a situação sozinhos - contraram uma máquina para a limpeza e colocaram placas proibindo o despejo de lixo no terreno. ‘‘Acabaram derrubando as placas. Não tem controle. Vêm carroças, camionetes e caminhões deixar lixo aqui’’, reclama a professora Cleide Martinez Bruno. A professora nem sabe há quanto tempo o terreno é usado como depósito de lixo. Ela lembra que, há um ano, os moradores pararam de reivindicar uma solução. A última tentativa será entregar um abaixo-assinado ao prefeito Antonio Belinati.
Warren Nabuco...lixo acolá Concha acústica do centro: tambor virou depósito de lixo
‘‘O problema é a água que está juntando nesse lixo. Isso é propício para o aparecimento de rato, barata, e a dengue que eles tanto combatem’’, ressalta Cleide. O chefe do departamento de limpeza pública da AMA, Délcio Garcia Martins, disse ontem que o terreno deve ser limpado nos próximos dias. Além disso, ele afirmou que mandaria um ofício à Secretaria Municipal de Obras pedindo a abertura da rua até o final do traçado. ‘‘Depois disso vamos colocar placas proibindo o depósito de lixo e designar um fiscal para tentar descobrir os responsáveis pela sujeira’’, disse. Os responsáveis poderão ser multados.
Fácil de ser resolvido, o problema na concha é um tambor de 200 litros que foi deixado no local há três meses, depois da reforma. Esquecido, o vasilhame logo se transformou em lixeira, abrigando, entre dejetos, muitas moscas. ‘‘Pra que fiscal nos bairros se a Prefeitura esquece a sujeira no centro da Cidade?’’, questiona a vice-síndica do edifício Associação Rural, Maria Aparecida Felizola.
Irritada com o mau cheiro que tem exalado do tambor cheio de lixo, Maria Aparecida disse ter telefonado direto ao gabinete do prefeito Antonio Belinati reclamando da situação. ‘‘A mãe do prefeito mora aqui e nem assim tomam providência.’’ Segundo ela, o síndico do Centro Comercial também reclamou para várias repartições da Prefeitura, mas até ontem o tambor continuava lá. De acordo com o chefe do departamento de limpeza da AMA, o tambor seria removido ontem mesmo. Ele desconhecia o problema.

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