Lixo incomoda o centro e a periferia
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sexta-feira, 07 de março de 1997
Da Redação 
Warren NabucoLixo aqui...Terreno particular no jardim Itamaraty: acúmulo de dejetosLixo. Independente do volume, é ele que está incomodando há meses os moradores de dois pontos distintos da Cidade - concha acústica (centro) e rua José Maria da Silva Paranhos, jardim Coimbra (zona oeste) ou Itamaraty, como é mais conhecido.
O lixo no jardim Itamaraty ocupa todo um terreno particular. O problema, segundo os moradores, é antigo. O volume de lixo, que varia de entulho a troncos de árvores e móveis velhos, já atinge a rua, obstruindo a passagem. Os moradores se irritaram com o descaso: ontem, alguém colocou fogo no terreno e por pouco a solução não passou da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) para os bombeiros.
Os moradores já tentaram resolver a situação sozinhos - contraram uma máquina para a limpeza e colocaram placas proibindo o despejo de lixo no terreno. Acabaram derrubando as placas. Não tem controle. Vêm carroças, camionetes e caminhões deixar lixo aqui, reclama a professora Cleide Martinez Bruno. A professora nem sabe há quanto tempo o terreno é usado como depósito de lixo. Ela lembra que, há um ano, os moradores pararam de reivindicar uma solução. A última tentativa será entregar um abaixo-assinado ao prefeito Antonio Belinati.
Warren Nabuco...lixo acolá Concha acústica do centro: tambor virou depósito de lixo
O problema é a água que está juntando nesse lixo. Isso é propício para o aparecimento de rato, barata, e a dengue que eles tanto combatem, ressalta Cleide. O chefe do departamento de limpeza pública da AMA, Délcio Garcia Martins, disse ontem que o terreno deve ser limpado nos próximos dias. Além disso, ele afirmou que mandaria um ofício à Secretaria Municipal de Obras pedindo a abertura da rua até o final do traçado. Depois disso vamos colocar placas proibindo o depósito de lixo e designar um fiscal para tentar descobrir os responsáveis pela sujeira, disse. Os responsáveis poderão ser multados.
Fácil de ser resolvido, o problema na concha é um tambor de 200 litros que foi deixado no local há três meses, depois da reforma. Esquecido, o vasilhame logo se transformou em lixeira, abrigando, entre dejetos, muitas moscas. Pra que fiscal nos bairros se a Prefeitura esquece a sujeira no centro da Cidade?, questiona a vice-síndica do edifício Associação Rural, Maria Aparecida Felizola.
Irritada com o mau cheiro que tem exalado do tambor cheio de lixo, Maria Aparecida disse ter telefonado direto ao gabinete do prefeito Antonio Belinati reclamando da situação. A mãe do prefeito mora aqui e nem assim tomam providência. Segundo ela, o síndico do Centro Comercial também reclamou para várias repartições da Prefeitura, mas até ontem o tambor continuava lá. De acordo com o chefe do departamento de limpeza da AMA, o tambor seria removido ontem mesmo. Ele desconhecia o problema.


