Lixo incomoda moradores da Zona Norte
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quarta-feira, 04 de maio de 2005
Camilla Rigi<br> Reportagem Local 
Moradores do Jardim Vale do Sol, na Zona Norte de Londrina, afirmam que não farão o mutirão contra a dengue enquanto não for retirado o entulho dos barracos derrubados. Há dois meses, o bairro foi parcialmente regularizado pela Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina, após a contrução de 53 casas pelo Programa de Subsídio a Habitação de Interesse Social (PSH), do Ministérios das Cidades.
Porém, segundo a presidente do bairro, Idelzuita Valério de Souza, a Cohab exigiu dos comtemplados com as novas casas que derrubassem seus barracos. ''O problema é que eles ficaram de retirar o entulho, mas não fizeram isso'', disse a presidente. O acúmulo de tábuas, pedaços de concretos e até restos de móveis resultou na proliferação de ratos e baratas que invadem as casas das outras 53 pessoas que não mudaram. Além disso, há o perigo de alguma criança cair em uma das fossas que ficaram abertas após a mudança.
A secretária da associação de moradores, Marialina Pereira, é uma das pessoas que sofrem com o aparecimento dos animais. ''Do que adianta a gente fazer um mutirão da dengue se não tirarmos este entulho e acabarmos com os ratos?'' Marialina conta que na semana passada uma criança que mora no bairro foi mordida por rato. ''Se ele estiver infectado, ela também vai ficar doente'', argumenta.
Segundo o presidente da Cohab, Carlos Eduardo Afonseca, não havia compromisso de retirar o entulho. ''Alguns moradores até pediram para não derrubarmos as casas, pois eles iriam reaproveitar alguns materiais para ampliar a nova residência'', declara Afonseca. Porém, diante da impossibilidade dos moradores retirem o entulho sem ajuda de caminhões, o presidente da Cohab disse que mandaria, ainda esta semana, uma equipe para avaliar a situação do bairro.
O coordenador do programa de combate a endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Luis Alfredo Gonçalves, disse que não esteve no local, mas que realmente existe a necessidade de fazer um mutirão em vários pontos próximos a fundos de vale, como é o caso do Jardim do Sol. Ele lembra que uma simples lona deixada em local incorreto pode servir de criadouro para a larva do mosquito transmissor da dengue. ''O que fazemos em casos de muito lixo é emprestar caminhões de outras secretarias, mas não temos como determinar quando isso poderá acontecer'', afirma.
Outra preocupação da população é ficar sem água e luz, já que parte dos moradores está morando em um fundo de vale. Porém, a assessoria de imprensa da Copel informou que o fornecimento não será prejudicado. A única alteração é que serão retirados os postes das casa desocupadas. Quanto à distribuição de água, o gerente geral da Sanepar, Sérgio Bahls, explicou que pretende fazer uma rede provisória para evitar desperdícios normais naquela região. ''Assim, cada casa que ainda não foi regularizada terá seu cavalete de água'', garante.


