Lixo incomoda frequentadores do CSU
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segunda-feira, 09 de julho de 2018
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 

Sacolas, copos, pratos, peças de computador, vasos, garrafas e todo tipo de entulhos foram encontrados no CSU (Centro Social Urbano) da Vila Portuguesa (área central de Londrina) durante mutirão de limpeza realizado por agentes municipais de endemias e crianças e adolescentes participantes do projeto Viva Vida, que funciona no local. O objetivo do chamado mutirão educativo foi mostrar aos alunos do projeto, na prática, como o lixo pode favorecer o aparecimento de focos do mosquito transmissor da dengue e animais como ratos, baratas, escorpiões, bicho barbeiro e caramujos, que também transmitem doenças.
Segundo a educadora em endemias Lucimara Vasconcelos, as crianças aprenderam na prática os conhecimentos que foram repassados antes em uma palestra sobre o assunto. O lixo e o entulho recolhidos serão destinados à coleta específica. "Fomos convidados para realizar uma atividade com os adolescentes porque a coordenação do Viva Vida ficou sabendo do nosso trabalho e percebeu a necessidade de conscientizar os moradores para que não joguem lixo no entorno do bairro. No 'Buracão do CSU' tem materiais que podem esconder ratos, baratas e já foi encontrado escorpião", explicou.
As crianças do Viva Vida moram na região do CSU e relatam que costumam ir à área de lazer para brincar. "Nem sempre minha mãe deixa. Ela tem medo dos escorpiões", relata Carlos Eduardo Aparecido, 12, que acha o CSU "muito bom" para jogar bets e futebol. "O problema é que jogam garrafas de vidro na grama e a gente fica com medo de se machucar", afirmou. De acordo com o garoto, em alguns locais há lixo deixado por usuários de drogas que frequentam o local. "Junto com o projeto, até colocamos placas de conscientização, mas tiraram e jogaram no rio", lamentou.
Mariane dos Santos, 11, gosta de ir ao CSU para jogar futebol, mas teme se machucar nos cacos de vidro. "Já achamos um escorpião no lixo e ficamos com medo", lembrou ela, que reclama também do mau cheiro provocado pelo acúmulo de dejetos. "Os pais ficam preocupados com o mosquito da dengue", disse.
Vizinha da área de lazer, a assistente administrativa Cláudia De Conti relatou que só vai ao parque levar o neto para brincar, mas observa que muita gente vem de longe para descartar entulho no local. "O local é lindo, pena que a própria população não respeita", lamentou.
O aposentado Dirceu Rodrigues também mora em frente ao CSU e colabora na manutenção do local limpando o trecho que fica próximo de sua residência. Além disso, cultivou plantas ornamentais e árvores frutíferas como laranja, limão, abacate e tamarindo. "Eu tenho um sonho de ver as árvores crescerem e as pessoas poderem colher frutas aqui. Vamos ver se vai dar certo", espera. Ele conta que os ratos são um problema no bairro. "O lixo atrai os animais, mas também é importante cada um cuidar da própria casa", defende.
SEMA
Vários galhos de árvores foram encontrados espalhados pela área, mas não foi resultado de nenhuma ação da Secretaria Municipal de Ambiente, como informou o secretário Gilmar Domingues Pereira. Fiscais da secretaria estiveram no CSU na tarde de segunda após contato da FOLHA. O setor de Fiscalização disse que a limpeza do espaço será realizada nesta semana. Também será verificado quem foi o responsável pela poda. A empresa ou pessoa deverá apresentar a autorização para o serviço.
A reportagem pediu informações à CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) sobre o serviço de limpeza do CSU, mas não recebeu resposta até o fechamento desta reportagem.
SERVIÇO
A coordenação de endemias da Secretaria Municipal de Saúde informou que está disponível para palestras e atividades de conscientização em projetos, escolas, empresas e instituições públicas ou privadas. Informações pelo fone 0800-400-1893, das 8 às 17h, ou pelo e-mail [email protected]


