Londrina - O descarte ilegal de lixo hospitalar, feito por clínicas particulares e até órgãos públicos, é medo constante entre os cooperados. Na manhã de quarta-feira, uma caixa de papelão cheia de seringas e agulhas foi encontrada no barracão da Coocepeve. De acordo com a presidente, Sandra Araújo, o material partiu do Hospital da Zona Norte (HZN). A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) informou que não havia sido comunicada pela cooperativa e que na manhã de ontem,enviou uma equipe de fiscais até a Coocepeve.
Se comprovada a origem do material, o HZN será notificado e autuado. A reportagem entrou em contato com a diretoria do Hospital, mas não obteve retorno até o fechamento da edição. O chefe do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Raimundo Maia, orientou a CMTU a cobrar de todos os hospitais e clínicas que identifiquem todas os sacos ou caixas com uma etiqueta. "Desta forma fica mais fácil chegar até o gerador dos resíduos", explicou. Segundo ele, parte do lixo hospitalar, como frascos de soro e outros materiais plásticos, é muito valiosa e deve ser reciclada. "Este não é o caso de perfurocortantes, que devem ter a destinação correta", diferenciou.
Sandra criticou a falta de cuidado e humanidade de quem não faz a separação correta. "Quem descarta agulhas contaminadas dentro dos hospitais junto com recicláveis deve pensar nas pessoas que estão aqui trabalhando. É um crime isso", criticou.
Há cerca de um mês, duas cooperadas da Cooper Mudança também se queixaram à reportagem de agulhas de clínicas particulares em meio aos recicláveis. "É preciso muito cuidado. Eles têm que entender que o lixo não acaba ali e não são máquinas que fazem a separação. São gente como eles", alertou Marli Eufrásio. (C.F.)

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