Lixo hospitalar exige cuidados especiais
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
O lixo que produzimos todos os dias já é algo preocupante para os órgãos ambientais, imagine então o lixo hospitalar, que concentra grande quantidade de bactérias e outros organismos capazes de infectar o meio ambiente e o ser humano.
Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, do Ministério da Saúde, mostra que 63% dos municípios brasileiros possuem coleta dos chamados Resíduos de Serviços de Saúde (RSS). Dessas cidades, apenas 18% utilizam algum tipo de tecnologia de tratamento para esse lixo, enquanto 36% queimam esses materiais a céu aberto e quase 35% não adotam qualquer tipo de tratamento.
De acordo com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), existem 20 mil empreendimentos produtores de resíduos de saúde no Estado, destes, 60% possuem licença do órgão. O último levantamento realizado em Londrina, em 2006, apontou que o município produz cerca de 750 toneladas desse tipo de lixo por ano.
De acordo com a gerente da Vigilância Sanitária de Londrina, Denise Philippsen Nunes, não há uma atualização do montante porque desde aquela época cada estabelecimento de saúde passou a ser responsável pelo destino final do seu lixo, contratando assim, empresas particulares para prestar esse tipo de serviço.
''Ao todo são dois mil estabelecimentos na cidade que geram o lixo hospitalar, entre eles, hospitais, laboratórios, clínicas, drogarias e farmácias e serviços de medicina legal. A Vigilância faz a fiscalização desses estabelecimentos verificando se estão trabalhando de acordo com a resolução da Anvisa e Conama'', disse.
Por causa do risco desse tipo de lixo, os geradores e as empresas coletoras precisam apresentar uma lista de informações ao IAP para conseguir obter a licença. Entre ela, estão identificação dos tipos e quantidade de resíduos gerados, forma como é feita a coleta interna e externa, o abrigo do lixo, além de toda descrição de como o RSS é separado e transportado.
A população deve denunciar aos órgãos locais de Meio Ambiente casos de inadequação dos aterros sanitários. A reclamação deve ser feita à Vigilância Sanitária do estado ou município em caso de irregularidade cometida por unidade de saúde. As normas reguladoras estabelecem critérios de fiscalização e aplicação de penalidades.
Serviço
- A Viligância Sanitária em Londrina atende denúncias pelo telefone 3376-1901


