Lixo hospitalar esparramado na rua assusta moradores
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terça-feira, 15 de agosto de 2000
Maranúbia Barbosa De Londrina 
A falta de orientação sobre locais apropriados para depositar o lixo hospitalar causou confusão ontem, no Jardim Nova Olinda, zona oeste de Londrina. Sem saber o risco que podia causar, a dona de casa N.A.P. colocou cerca de dez bolsas plásticas de diálise em uma caixa de papelão, para que fosse recolhida pelo caminhão de lixo. Um catador de papel revirou a caixa e o lixo hospitalar ficou esparramado pela rua.
Chamados pela vizinhança, os funcionários da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) descobriram de onde era o lixo por causa de alguns papéis com o nome e o endereço de N.A.P.
Segundo a dona de casa, as bolsas são usadas há um ano por sua mãe, que sofre de problemas renais. Ela relatou que o material é repassado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ao Instituto do Rim. As instruções que recebe dos funcionários que entregam as bolsas são para separar o lixo em sacolas. Sempre coloquei o lixo na rua e nunca havia acontecido nada. Francamente não sabia para onde levar as bolsas, comentou N.A.P.
O gerente operacional da AMA Devair Batista de Almeida, orientou N.A.P. a, a partir de agora, separar as bolsas e levar ao posto de saúde mais próximo, no Jardim Santiago. Caso o posto de saúde não receba, ela deve telefonar para a AMA, solicitando o serviço.
Para Almeida, a população não tem informações suficientes sobre o que fazer com este tipo de lixo.Material hospitalar, mesmo usado em casa, precisa ser separado do lixo doméstico, explicou.
Almeida acrescentou que outro problema da AMA são as caçambas. O pessoal aluga caçamba mas não orienta sobre a seleção do que pode ser jogado dentro. O trabalho dos funcionários de limpeza fica ainda mais difícil. esclareceu.


