A falta de orientação sobre locais apropriados para depositar o lixo hospitalar causou confusão ontem, no Jardim Nova Olinda, zona oeste de Londrina. Sem saber o risco que podia causar, a dona de casa N.A.P. colocou cerca de dez bolsas plásticas de diálise em uma caixa de papelão, para que fosse recolhida pelo caminhão de lixo. Um catador de papel revirou a caixa e o lixo hospitalar ficou esparramado pela rua.
Chamados pela vizinhança, os funcionários da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) descobriram de onde era o lixo por causa de alguns papéis com o nome e o endereço de N.A.P.
Segundo a dona de casa, as bolsas são usadas há um ano por sua mãe, que sofre de problemas renais. Ela relatou que o material é repassado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ao Instituto do Rim. As instruções que recebe dos funcionários que entregam as bolsas são para separar o lixo em sacolas. ‘‘Sempre coloquei o lixo na rua e nunca havia acontecido nada. Francamente não sabia para onde levar as bolsas’’, comentou N.A.P.
O gerente operacional da AMA Devair Batista de Almeida, orientou N.A.P. a, a partir de agora, separar as bolsas e levar ao posto de saúde mais próximo, no Jardim Santiago. Caso o posto de saúde não receba, ela deve telefonar para a AMA, solicitando o serviço.
Para Almeida, a população não tem informações suficientes sobre o que fazer com este tipo de lixo.‘‘Material hospitalar, mesmo usado em casa, precisa ser separado do lixo doméstico’’, explicou.
Almeida acrescentou que outro problema da AMA são as caçambas. ‘‘O pessoal aluga caçamba mas não orienta sobre a seleção do que pode ser jogado dentro. O trabalho dos funcionários de limpeza fica ainda mais difícil’’. esclareceu.

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