Moradores do Parque Guanabara (zona Sul de Londrina) que frequentam a pista de cooper em volta do Lago Igapó 2 encontraram, no final da tarde de ontem, dois sacos plásticos cheios de seringas descartáveis, luvas cirúrgicas, embalagens de medicamamentos e outros materiais hospitalares usados. O lixo hospitalar se espalhou pela calçada e meio fio da Rua Professor Joaquim de Matos Barreto, perto da transposição da Avenida Maringá sobre o lago.
Pessoas que usam o local para caminhadas, que não quiseram se identificar, se disseram preocupados com a possibilidade de o lixo hospitalar contaminar o meio ambiente e transmitir doenças. Nas proximidades de onde o lixo foi jogado há algumas clínicas médicas e odontológicas particulares.
O secretário municipal de Saúde, Sílvio Luiz Fernandes, estranhou a presença do lixo hospitalar em via pública e explicou que há na cidade um sistema de coleta diferenciada deste material. Ele adiantou ainda que uma equipe da Vigilância Sanitária estará no local na manhã de hoje, e abrirá procedimento para apurar os responsáveis pelo lixo.
Segundo o secretário, o lixo de hospitais, clínicas e farmácias são coletados diariamente pela mesma empresa que presta o serviço de coleta de lixo urbano na cidade. ‘‘As clínicas estão orientadas para este tratamento especial ao lixo delas. Vamos investigar o caso, e os responsáveis poderão ser penalizados com autuação e multa’’, afirmou Fernandes. A Vega Ambiental, empresa coletora de lixo, garantiu que o serviço não foi suspenso durante o Carnaval.

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