Maringá O lixo reciclável jogado em terrenos baldios e quintais de Maringá é o novo criadouro de mosquito Aedes aegypti, trasmissor da dengue, no lugar do tradicional vaso e pratos com plantas. A constatação é da Secretaria Municipal de Saúde que, no primeiro levantamento rápido de índice de infestação do mosquito, verificou que 44% dos focos foram localizados em latas, vidros, garrafas e tampas dispensados pela comunidade.
Vasos e pratos que até então eram os criadouros mais comuns respondem por 19,6% dos focos. Ainda assim, a pesquisa apontou que o índice médio de infestação do Aedes aegypti no município está em 1,5% dos domicílios, abaixo do que preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS), que tolera o índice de 2%. O levantamento rápido é um novo modelo testado pelo Ministério da Saúde em 63 municípios brasileiros que permite conhecer a infestação do mosquito no prazo de cinco dias. A pesquisa anterior obtia resultados somente em 30 dias.
Para o chefe da Vigilância Sanitária, Roderley de Araújo, o levantamento mostra que a população ainda não destina de forma adequada o lixo reciclável. ''Estamos agora chamando a atenção da comunidade para a influência deste tipo de lixo na infestação do mosquito e mostrando como alternativa as cooperativas de recicláveis da cidade'', afirmou Araújo.
Com os dados da nova pesquisa, os 120 agentes ambientais já iniciaram um trabalho direcionado nos bairros com maior índice de criadouros. As regiões da Vila Morangueira, Jardim Alvorada e Borbagato, com uma média de 2,4% de infestação, são prioridade para a Vigilância Sanitária. Donos de quintais com este tipo de entulho serão notificados para uma limpeza imediata, sob pena de multa que varia de R$ 65,00 a R$ 300,00 conforme as condições de sujeira no ambiente.
Desde o ano passado, o município vem conseguindo reduzir os casos de dengue e, conforme Araújo, principalmente por causa do trabalho insistente dos agentes ambientais. Este ano são 449 casos da doença, contra 615 registrados em 2002. O último caso positivo de dengue foi registrado em julho. ''É quase certo que iremos terminar 2003 com um número menor em relação ao ano passado'', disse o chefe da Vigilância Sanitária.

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