Lixo eletrônico é jogado na Estrada dos Pioneiros
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sexta-feira, 09 de novembro de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Cercada por todos os lados pela terra vermelha, uma pequena montanha se destaca na bucólica paisagem rural da Estrada dos Pioneiros (Zona Leste de Londrina). Desde a última quarta-feira, no entanto, o cenário foi poluído por monitores, teclados, CPUs, mouses, telefones, pilhas, disquetes e mais uma infinidade de outros equipamentos ultrapassados que foram descartados na margem da via. Aliás, o despejo irregular de lixo no local é comum e já tem até gente que percorre a estrada garimpando o que pode ser reaproveitado ou vendido.
A denúncia sobre a desova de lixo eletrônico (e-lixo) na Estrada dos Pioneiros foi feita à FOLHA por um sitiante que trafega todo dia pela região e ficou abismado com a falta de consciência ecológica do responsável pelo material. ''Nasci e cresci ali e a estrada tem um valor muito grande para mim. Fiquei indignado porque quem descartou esse lixo não é uma pessoa desinformada sobre o meio ambiente'', lamentou.
O sitiante apontou que o despejo irregular teria ocorrido durante a madrugada da última quarta-feira. Sem casas próximas, ninguém testemunhou o fato. ''À noite, o movimento nesta estrada é praticamente zero'', apontou o denunciante. A reportagem tentou localizar algum indício sobre quem seria o responsável pelo lixo mas nada foi encontrado em meio às sucatas. Ontem, a informação é de que parte do material teria sido destruído pelo fogo.
Mas a Estrada dos Pioneiros vem sendo usada também como ponto de descarte de resíduos de construção e até de lixo doméstico. Nos cerca de seis quilômetros percorridos pela FOLHA foram encontrados inúmeros pontos de desova nas covas das margens da via. Um morador do Conjunto Alexandre Urbanas, bairro vizinho da estrada, disse que costuma garimpar objetos no trecho. ''A gente acha muita coisa que dá para aproveitar'', falou.
O diretor de operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Fábio Reali, informou que não é comum o descarte de sucatas de informática mas comentou que as pessoas têm dificuldade de se desfazer desse tipo de resíduo. Ele disse que o material até poderia ser despejado no aterro sanitário mas orientou que a solução mais apropriada seria fazer o desmonte e a doação para a reciclagem das partes de vidro, cobre e plástico, por exemplo. ''As pessoas acabam descartando de forma irregular porque, se for um grande gerador, como parece ser neste caso, precisam contratar uma caçamba e pagar para fazer o descarte'', apontou.
Reali disse que a fiscalização iria até o local para tentar identificar quem fez o descarte irregular e recolher o material. ''Caso a fiscalização consiga identificar o responsável, ele será autuado e estará sujeito ao pagamento de uma multa de R$ 1,5 mil'', concluiu.


