Londrina - O que deveria ser apenas um espaço de lazer está preocupando moradores vizinhos e frequentadores da Praça Nishinomiya, mais conhecida como Praça do Aeroporto (Zona Leste). Atraindo cada vez mais pessoas que aproveitam principalmente o domingo para passear com os filhos, o local tem registrado acidentes, colocando em risco a vida de adultos e crianças.
"Todo domingo é assim. A praça fica cheia, principalmente de crianças, mas alguns motoristas não respeitam’’, afirmou a vendedora de pastel Luci Costa, que há dois anos mantém um trailer no local. Ela lembrou que há duas semanas uma mulher que atravessava a rua com uma criança no colo foi atingida por um veículo que passava em alta velocidade.
O bancário João Henrique Martins Bocalete levou os dois filhos e um amigo das crianças para jogar bola. "Não venho com muita frequência, mas percebo que os carros passam em alta velocidade. É perigoso porque tem muita criança que pode correr para pegar uma bola na rua, por exemplo’’, contou.
A zeladora Silvana Moreira Belo, que frequenta o local com as filhas Ana Beatriz, cinco anos, e Roberta Carolina, nove, disse que sempre fica atenta. Ela acha que a sinalização deveria ser mais próxima da praça. "O semáforo fica muito longe da praça. O sinal abre lá atrás, eles pegam velocidade e não diminuem quando chegam aqui’’, explicou.
Sujeira

Na segunda-feira, a praça amanhece cheia de papéis, plásticos, garrafas de cerveja, cachaça e até vinho jogados pelo gramado. O lixo dos comerciantes também fica na calçada, onde os usuários costumam fazer caminhada. Cerca de 15 lixeiras e uma específica para recolhimento de material reciclável estão instaladas pela praça, mas a maior parte do lixo está depositada no chão.
"Na segunda-feira é sempre pior. Essa baderna, esse lixo. Ninguém respeita e a praça fica nessa situação’’, afirma Pedro de Souza, que mora ao lado da Praça e sempre utiliza o local para fazer caminhadas. "A praça é um cartão de visita para quem está chegando no Aeroporto. Já imaginou se deparar com esta situação? É mesmo lamentável.’’
A reportagem telefonou várias vezes para o diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti Júnior, mas ele não retornou as ligações.

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