DivulgaçãoSequênciaCrianças do Piá Ambiental União medem o grau de poluição do Rio Barigui, seguindo o mesmo tipo de trabalho já executado no Rio BelémAs primeiras amostras de água do Rio Barigui analisadas pelo programa de educação ambiental Olho D’Água, lançado pela Prefeitura de Curitiba há três meses, revelam que há um alto índice de contaminação por esgoto no rio. Um grupo de crianças do Piá Ambiental União, na Vila Progresso (na Fazendinha), zona Oeste de Curitiba, iniciou ontem os testes para medir o grau de poluição do Barigui, o maior do município, com 60 quilômetros de extensão.
O lançamento de lixo nas margens também está comprometendo a situação do rio. Impressionado com os resultados dos testes, Rafael Moraes, 12 anos, disse que agora entende porque o lixo causa enchentes. ‘‘Quero ajudar a limpar o rio. Assim, quando chover, ele não vai encher até alcançar as casas’’.
Para fazer as análises, as crianças são orientadas por técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e utilizam um kit composto de fichas de observação, termômetros, ampolas para coleta e reagentes. Esse material permite a avaliação da qualidade da água segundo critérios físico-químicos (grau de impureza, temperatura e acidez) e de observação do ambiente (existência de vegetação, cor e cheiro da água e a presença de esgotos).
A prefeitura pretende envolver cerca de 3,8 mil crianças e adolescentes que frequentam os Piás Ambientais na coleta das informações. Até o final do programa, em dois anos, serão feitas 200 mil análises para se obter um perfil das condições das bacias do Belém, Barigui, Ribeirão dos Padilha, Passaúna e Iguaçu.
A fase piloto do programa, que é financiado pelo Banco Mundial, atingiu 25 pontos da Bacia do Rio Belém, onde foram coletados dados sobre a qualidade da água e a degradação do ambiente.
As primeiras observações, segundo a coordenadora do programa Olho D’Água, Cláudia Boscardin, já estão servindo de base para que a prefeitura intervenha na situação do Rio Belém. ‘‘Problemas como o lançamento de lixo e esgoto podem ser solucionados com ações rápidas de educação ambiental, principalmente quando o rio é servido por rede de coleta e tratamento. A própria comunidade começa a participar da solução do problema’’, disse.
No Belém, o trabalho de coleta de dados continua. A Prefeitura vai iniciar nos próximos meses, com a participação dos moradores dos bairros por onde o rio passa, um mutirão para catar o lixo lançado nas margens.

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