Lixo e entulho espalhado pela cidade
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Paula Barbosa Ocanha <br> <br> Reportagem Local 
Há cerca de dois anos, a Prefeitura de Londrina inaugurava os ecopontos - locais destinados a pequenos geradores de resíduos depositarem lixo seco. Hoje, a situação nos bairros onde a unidade está implantada ainda está longe de ser a ideal, já que os moradores não usam corretamente os locais e a Prefeitura ainda não limpa os terrenos com a regularidade necessária. O resultado é o acúmulo de resíduos de construção, galhos secos ou queimados, cacos de vidro, móveis velhos e animais mortos em vários regiões da cidade.
Em quatro locais que a reportagem visitou - Jardim Monte Cristo, Jardim Ideal, Vila Casoni e Vila Nova - havia pneus velhos, móveis, restos de equipamentos eletrônicos, lixo orgânico misturado ao reciclado e pilhas de folhas e galhos queimados. Nilsa dos Santos, moradora do Jardim Monte Cristo (Zona Leste), estava recolhendo roupas em um ecoponto. ''Não venho aqui porque só tem lixo, mas hoje jogaram um monte de roupas e eu vim dar uma olhada. Recolhi algumas coisas boas'', explicou. A moradora contou que ''pessoas do Centro'' sempre vão com caminhonetes e carros cheios de lixo até o local.
Augusto Aparecido Pastana, morador do Jardim Santa Fé, também na Zona Leste, estava revoltado com a situação. ''Você acha que é morador só daqui que joga esse tanto de lixo? O pessoal daqui não tem caminhão e caminhonete para jogar essa quantidade de lixo aqui. Esse monte de coisas vem do pessoal das lojas do Centro. A prefeitura tem que fiscalizar isso aqui que tá uma vergonha'', desabafou.
O acúmulo de lixo, porém, não se restringe somente nos ecopontos ou nas proximidades. A FOLHA constatou que nas ruas Itajaí e Borba Gato, ambas na Área Central, havia restos de móveis, sofá velho e papéis. Na Rua Bauxita, perto do Cemitério Padre Anchieta e de um fundo de vale, além de montes de entulho, o cheio de decomposição era forte no local.
Providências
A Câmara de Vereadores já cobrou uma medida da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) para o caso, no primeiro semestre. Os vereadores também convidaram o presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Consemma), Fernando Barros, para apresentar estudo sobre os locais. Na oportunidade, Barros apontou a possibilidade de cobrir e cercar os ecopontos para que a população não usasse os terrenos de forma inadequada. Mas, até o momento, nada foi feito.
O secretário municipal de Ambiente (Sema), José Novaes Faraco, afirmou que quem for flagrado jogando mais do que um metro cúbico de resíduo sólido ou materiais inadequados nos ecopontos pode ser multado. ''Esses locais são para pequenos geradores de lixo que moram na região. A multa é alta, de R$ 10 mil a R$ 15 mil, então não vale a pena. É melhor alugar uma caçamba e dar a destinação correta ao resíduo'', alegou.
Segundo Faraco, a população que mora perto dos Ecopontos pode ligar para a Sema e denunciar quem estiver parado no local depositando grandes quantidades de lixo. ''Vamos ao local na hora e autuamos. A população tem que ficar de olho e ajudar a denunciar, assim a situação vai melhorando''.
A reportagem procurou a CMTU para obter mais informações sobre os cinco ecopontos existentes na cidade, mas a assessoria de imprensa disse que a companhia não iria se manifestar.


