Telma Elorza
De Londrina
Moradores do Residencial do Lago e da Gleba Palhano, zona sul de Londrina, vem enfrentando um sério problema. Como os bairros são ainda pouco habitados, os terrenos vazios estão servindo como depósito de entulhos e até mesmo lixo doméstico.
A Folha flagrou, na rua Jerusalém, no Residencial do Lago, funcionários da construtora Artenge, despejando entulho e terra em um terreno ao lado de prédios em construção. Questionado pela reportagem, o proprietário da construtora, José Carlos Salgueiro, disse que o terreno pertence à empresa e que os entulhos seriam usados depois para firmar um muro de arrimo. ‘‘Só deixamos aqui o material que vamos reutilizar’’, afirmou.
A menos de 500 metros dali, o problema é mais sério. A Rua João Huss, que corta a Gleba Palhano, é uma estreita rua de terra, cercada de chácaras e alguns prédios. Suas margens, porém, em determinados trechos, viraram um grande depósito de lixo doméstico. Como os vizinhos são poucos e não há iluminação pública, o despejo vem sendo feito impunemente.
Segundo Humberto Rodrigues de Lima, diretor de Manutenção e Serviços da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), quando há denúncias deste tipo, uma equipe da empresa é destacada para fazer a verificação. Se for comprovado, o dono do terreno é notificado e tem 15 dias para regularizar a situação. ‘‘Embora, na maioria dos casos, sejam vizinhos ou pessoas de fora que jogam lixo nos terrenos, é responsabilidade do proprietário fazer muro ou cerca para evitar este tipo de situação’’, explicou.
Se, no período, o proprietário não cumprir a determinação, o diretor diz que é lavrado um auto de infração, cuja multa varia de 1 a 35 UFIRs (o que equivale multas entre R$ 0,9770 a R$34,19). Se a situação persistir, as multas são dobradas. A situação vale mesmo se for o proprietário do terreno quem está despejando entulhos. ‘‘Se ele estiver incomodando os vizinhos e criando problemas para terceiros, será autuado do mesmo jeito’’, afirmou.

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