Depois de uma grande festa para o público, com várias opções de comida e bebida, o que sobra? Uma montanha de lixo. Este, pelo menos, foi o resultado de um final de semana agitado no Parque Ney Braga, onde acontece a Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. Ontem cedo, centenas de funcionários trabalhavam duro para limpar o que 61.558 pessoas (público que passou pelas catracas no domingo) deixaram para trás.
Para se ter uma idéia do tamanho da montanha de lixo, até ontem pela manhã, a Corbel - distribuidora exclusiva de bebidas para o evento - havia entregue aos expositores cerca de 500 mil latinhas de refrigerantes e cervejas. Para manter os 17 alqueires do Parque Ney Braga em ordem, é necessário um verdadeiro batalhão. Segundo Nelson Barizon, gerente da Admita, empresa responsável pelos funcionários da limpeza do parque durante a exposição, 300 pessoas se revezam em quatro turnos para manter o local sempre limpo.
Josoé de CarvalhoAtrás das latasA ex-cabeleireira Bina Almeida: ‘‘Venda dá para tirar dinheirinho bom’’‘‘São três equipes de 90 pessoas cada, de manhã, à tarde e à noite. Somente de madrugada é que a equipe é menor, com cerca de 30 pessoas’’, explica. Ao todo, estão espalhados pelo parque 550 latões de lixo, além dos carrinhos de coleta que as equipes de limpeza utilizam.
O encarregado geral do Parque de Exposições, José Antônio Bertoluci, disse que durante o evento são recolhidos diariamente cerca de 70 toneladas de lixo, entre restos de alimentos, papel, plástico, latas e entre outros materiais. ‘‘Na área industrial, nós temos o lixo leve, formado mais por papel. Já na área de alimentação, está o lixo pesado, com resto de alimentos, latas e garrafas plásticas’’, explica.
Segundo Bertoluci, só a Sociedade Rural do Paraná (SRP), promotora do evento, encamiha seis caminhões - com capacidade de seis toneladas cada - para o lixão de Cambé. ‘‘A Vega Sopave recolhe toda noite o que foi depositado nos 15 contêineres, com capacidade para três toneladas cada um’’, explica.
Josoé de CarvalhoRemoção do lixoEmpresa colocou 300 pessoas no serviço de limpeza: revezamento em turnosNa troca de turno dos animais - quando raças em exposição são substituídas - é produzido outro tanto de lixo orgânico (palha, estrume e forragem). ‘‘Cada tonelada de matéria seca depositada nos pavilhões rende quase duas toneladas de matéria molhada, que é bem mais pesada’’, explica Bertoluci. O lixo orgânico é encaminhado para uma área afastada dentro do próprio parque e depois vendido como esterco.

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