Lixeiros mantêm estado de greve
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segunda-feira, 16 de junho de 2003
Renê Muller<br>Reportagem Local 
Os funcionários da Fossil Saneamento responsável pela coleta de lixo urbano de Londrina e da Ecosystem encarregada pela varrição decidiram manter estado de greve até a próxima segunda-feira, quando decidem se aceitam a contrapropostas apresentadas pelas empresas ou se optam pela paralisação. Ontem foram realizadas assembléias com os funcionários das duas empresas, que começaram a operar na cidade em janeiro.
Cerca de 120 trabalhadores que atuam na coleta de lixo ameaçam parar, caso não seja aceita a reivindicação de 20% no aumento de salário. Depois de duas mesas-redondas no Ministério do Trabalho, e de duas reuniões no Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Londrina e Região (Siemaco), a Fossil apresentou sua lista de proposições.
Segundo Manassés Oliveira da Silva, presidente da Federação dos Empregados em Asseio e Conservação do Estado do Paraná (Feascopar), a empresa acenou com 12% de reajuste de salário, 10% no vale-refeição, e o sorteio de 30 cestas básicas entre os trabalhadores da empresa. Até quarta-feira, a empresa também deve entregar seu balanço e um relatório de seu Programa de Participação de Resultados (PPR).
''Ainda queremos que a empresa reveja a proposta do reajuste, já que está abaixo da inflação dos últimos 12 meses, de 18,87%'', afirmou Manassés. A data-base da categoria é no mês de junho. Os motoristas têm salário de R$ 508,00 e os coletores recebem R$ 350,00. Os trabalhadores também pedem a substituição de dois caminhões-caçamba, que estariam sendo utilizados para a coleta sem estarem equipados com compactadores de lixo.
No meio da tarde, cerca de 30 funcionários da Ecosystem decidiram voltar a se reunir na próxima segunda-feira, às 6 horas da manhã, na entrada da empresa, quando votam o indicativo de greve. A categoria pede elevação do piso para R$326, vale-alimentação a R$ 151,20 e seja feito o pagamento de insalubridade, inclusive os acumulados desde janeiro desse ano. O sindicato acusa que o valor do vale refeição e a insalubridade pedidos estão sendo pagos pelo município mas os recursos não seriam repassados aos trabalhadores.
Segundo Manassés, a proposta da empresa é de reajuste salarial sem percentual definido a partir de janeiro de 2004, após revisão da planilha de custos; pagamento de insalubridade também a partir do início do ano que vem; e aumento de R$ 100,00 para R$ 135,00 do vale refeição.
A direção das duas empresas foram procuradas pela reportagem mas nenhum diretor foi encontrado para falar sobre o assunto. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) informou, através de sua assessoria, que vê com preocupação a possibilidade de greve. Com relação à reclamação de que a Ecosystem não estaria repassando o adicional de insalubridade e pagando a menos o vale refeição, a companhia vai estudar o contrato firmado com a empresa. (Colaborou Luciano Augusto)


