O aterro sanitário de Londrina tem vida útil no máximo até agosto. Por isso, é imprescindível desapropriar áreas nas redondezas para readequar a lagoa de chorume. Caso contrário, há o risco de contaminação do meio ambiente. Paralelamente a este trabalho, uma comissão fará estudos para encontrar uma outra área para o novo aterro. Estas decisões foram discutidas em uma reunião realizada ontem de manhã, na Câmara de Vereadores. Participaram a promotora de Defesa do Meio Ambiente, Maria Lúcia Reichenbach, representantes da prefeitura, do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Pedida pelo vereador Tercílio Turini (PSDB), a reunião teve o objetivo de discutir o projeto de lei da prefeitura que propõe a aquisição de uma área de 82 mil metros quadrados, ao lado do aterro (zona leste), para a construção de uma lagoa de chorume. A princípio, o vereador era contra o projeto porque, argumentou, atrasaria ainda mais a transferência do lixão. A questão do novo aterro vem sendo discutida há anos. Turini foi convencido pelos argumentos de técnicos presentes à reunião. A promotora explicou que se não for feita a readequação da área, existe o risco de um acidente ecológico. A presidente da AMA, Sandra Graça, não participou da reunião, mas disse à Folha que a aquisição das áreas é imprescindível até que se construa um novo aterro. ‘‘Precisamos fazer uma licitação e isso é demorado’’, justificou. Ela acredita que o novo aterro custaria cerca de R$ 7 milhões. ‘‘A situação do aterro é ainda mais preocupante do que poderia imaginar’’, disse Turini, após ouvir as explicações. O projeto de lei, que havia sido retirado de pauta, deve voltar hoje para a pauta de votações, segundo o vereador Salvador Francisco, que também participou da reunião. Ele explicou que será feita também uma pressão junto ao Executivo para que providencie a transferência do aterro em no máximo um ano.
Francisco informou que a comissão a ser formada para discutir o novo aterro terá representantes da Câmara, do Executivo e IAP, entre outros. A prefeitura já havia sondado vários terrenos e escolhido um. Mas, segundo o vereador, a comissão terá de fazer nova procura porque a área escolhida (próximo ao distrito de Paiquerê - zona sul) é muito cara. A promotora confirmou que, apesar do ponto de vista geológico o terreno ser o ideal, é ‘‘extremamente caro’’ por ser produtivo.

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