Odair StraliottiDegradaçãoÁrea da nascente do ribeirão Três Bocas, que deságua no Tibagi, está coberta por detritosARAPONGAS - Um antigo problema de erosão urbana, nos fundos do parque moveleiro de Arapongas (37 quilômetros a oeste de Londrina), está se transformando agora num foco de poluição, contaminando a nascente do Ribeirão Três Bocas, afluente do Rio Tibagi. Uma gigantesca voçoroca, com aproximadamente 25 mil metros cúbicos de área, passou a ser utilizada indevidamente para descarga de detritos industriais e lixo doméstico.
Para tentar conter o avanço da erosão, a prefeitura implantou há 3 anos vários canais de escoamento das águas pluviais. Também foi autorizada a descarga de entulhos de construção no local. Porém, há algum tempo, a situação se agravou com o despejo de resíduos industriais e lixo doméstico.
Segundo o novo secretário de Serviços Urbanos, Itamar Novaes Chiappin, a área não é isolada e, principalmente no período da noite, acontece o despejo de material poluente.
‘‘Estamos comunicando o problema ao Instituto Ambiental do Paraná e vamos aguardar orientação para adotar as providências adequadas’’, afirma o secretário.
Para o chefe do escritório regional do IAP, Nelson Santos Pereira, se dependesse da ação irresponsável de algumas pessoas, este terreno situado dentro de uma área residencial, seria transformado num lixão.
‘‘Vamos apurar a denúncia e proceder um levantamento completo da situação’’, adianta o dirigente do IAP/Londrina.


‘‘Quem for flagrado
despejando material poluente será autuado pelo IAP’’,
diz Nelson Pereira

Em 1995, conforme lembra Nelson Santos Pereira, o IAP já havia recebido denúncias de que indústrias estavam jogando detritos no local.
Na época, a fiscalização do órgão chegou a manter contatos com algumas empresas, apresentando notificação e proibindo a descarga de resíduos industriais no foco de erosão dos conjuntos Flamingos e San Rafael.
‘‘Quem for flagrado despejando qualquer tipo de material poluente será autuado pelo IAP’’, afirma Nelson Santos Pereira, acrescentando que irá manter entedimentos com o setor de meio ambiente da prefeitura, visando cercar e controlar o acesso ao terreno.
PedreiraCom relação ao depósito de lixo de Arapongas, implantado na área de uma antiga pedreira, próximo à BR-369, na saída para Apucarana, o chefe do escritório regional do IAP, assegura que neste local a situação está sob controle.
Ele assinala que trata-se de uma aterro sanitário controlado, que está inclusive contribuindo na recuperação da área explorada pela antiga pedreira.
‘‘Todo o processo de implantação do aterro foi orientado pela Divisão de Resíduos Sólidos Urbanos do IAP, com assessoramento direto do técnico Élinton Bembem’’, disse Santos.
No lixão, a prefeitura mantém um trator de esteira para acomodar e aterrar diariamente todo o lixo urbano de Arapongas, que produz em média 40 toneladas por dia.
O prefeito José Aparecido Bisca (PDT) planeja implantar algumas melhorias no lixão para eliminar gases que provocam combustão. Ele também anuncia que irá construir drenos e canalizar o chorume, evitando danos às nascentes.
‘‘Nós queremos ainda implantar uma coleta de lixo seletiva, envolvendo principalmente estudantes de pré-escolas e de 1º grau e, ao mesmo tempo, criar um serviço especial de coleta de lixo hospitalar e de farmácias, com veículo e destinação adequada’’, anuncia Bisca.
UsinaQuanto à Usina de Reciclagem de lixo, implantada em 1988 e desativada há mais de sete anos, o prefeito diz que, dependendo da autorização do IAP, pretende reativá-la para obter adubo orgânico e material reciclável.

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