Lixão põe em risco área de mangue e preservação
Albari RosaAterro sanitário está sobrecarregado e pode poluir os maguezaisO prefeito de Paranaguá, Mário Roque, pretende pressionar o governo para solucionar o problema do lixão, situado no bairro do Embucuí. Segundo ele, o aterro sanitário do município está sobrecarregado e em médio prazo deve afetar manguezais da região. Hoje, parte do chorume escorre para o dentro do lençol freático que desemboca no mangue.
Além do impacto ambiental, cerca de 80 famílias de Paranaguá sobrevivem dos restos de lixo do aterro da Pixirica. São desempregados, que coletam material para reciclagem de papel e vidro ou comem as sobras que vem nos caminhões de lixo. Eu era operário de porto e, por causa da privatização no terminal, vim parar aqui, conta Luiz Marcílio, 34 anos. Pai de de quatro filhos, Luiz leva suas crianças para ajudar na coleta. Tem coisa boa aqui, comenta.
O atual lixão de Paranaguá deve ser transferido, porque está em seu limite, afirma o vice-prefeito, José Baka Filho. O problema é que o local onde deveria funcionar o novo aterro está embargado. O terreno escolhido vai afetar um outro lençol freático, causando grande impacto ambiental, informa o promotor do meio ambiente, Sérgio Luiz Cordoni. O local fica distante da área central da cidade e pertence à prefeitura.
Baka afirma que o local recebeu licenciamento do IAP e também autorização da Sudersha. Tínhamos financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF), que entendeu estar correto o projeto. Por isso fica difícil engolir o argumento da promotoria, diz. No entanto, a promotoria proibiu a construção do lixão baseada num estudo feito pela Universidade Federal do Paraná.





