Marcos BorgesDepois de quatro meses preparando a infra-estrutura do local, o novo aterro sanitário de Cambé foi inaugurado no início deste mês. Localizado na estrada da Prata, a cerca de seis quilômetros do centro, o aterro tem vida útil de 13 anos e o custo de sua ativação (terraplenagem e a construção de uma lagoa de decantação, entre outras obras) foi de R$ 350 mil.
O novo aterro ocupa dois alqueires de uma área total de seis alqueires. Ele está localizado perto do antigo lixão, que funcionou durante 15 anos, segundo o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Mário Vander Martins Roberto. O secretário explica que o antigo aterro (de menos de um alqueire) já estava com a sua capacidade esgotada e vinha apresentando problemas à população, como acúmulo de moscas, mau cheiro e poluição. ‘‘A Promotoria do Meio Ambiente já havia solicitado algumas providências.’’
No novo aterro, segundo o secretário, estes problemas serão solucionados. Ele informa que, como todo o lixo levado para o local será coberto, o odor irá desaparecer. A drenagem de gases irá impedir a autocombustão do lixo, enquanto que a drenagem do chorume impedirá que as nascentes sejam contaminadas. Em Cambé, são recolhidas aproximadamente 35 toneladas de lixo por dia.
Na opinião de Mário Vander, o custo para a ativação do aterro é relativamente alto, mas vale a pena investir no setor. ‘‘O lixão vinha trazendo alguns inconvenientes à população’’, justifica. O secretário informa que em breve será realizada a recuperação do antigo aterro e que os resultados serão visíveis daqui a 45 dias. Mário Vander observa que para aumentar a vida útil do aterro sanitário é preciso tomar algumas medidas, como a implantação da coleta seletiva de lixo.

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