Lixão clandestino incomoda vizinhança na zona oeste
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quinta-feira, 09 de julho de 2015
Paulo Monteiro<br>Grupo Folha 
Mosquitos, ratos, cobras e baratas não param de invadir a casa da dona Madalena Balbino. Os bichos saem de um depósito de lixo que se formou ao lado do imóvel, localizado na Rua Juvenal Pietraroia, no Jardim Colúmbia, na zona oeste de Londrina, e invadem o espaço dela. O terreno serviu durante anos para a separação de resíduos recicláveis. Porém, desde que o proprietário do espaço foi embora, há cerca de dois meses, o ponto virou um "lixão comunitário", usado para o descarte clandestino de toda a região.
O mau cheiro toma conta da rua, situação que atrai todo o tipo inseto. Madalena diz que o imóvel dela foi comprado há três anos. No local, além dela, moram o genro, a filha e os dois netos. Segundo ela, o sonho da casa própria virou um pesadelo para a família. "Quando mudamos para esta rua, o espaço funcionava para a reciclagem e não era essa bagunça toda. De tanto pegarmos no pé do responsável, ele foi embora há dois meses e deixou isso tudo para trás", relembra a moradora. "Ficamos sabendo que ele foi para Cambé, mas ninguém sabe o bairro", ressalta.
Com a mudança, os vizinhos esperavam que o pesadelo também acabaria. Mas não foi o que aconteceu. "Muitas pessoas descartam lixo durante a noite. Virou o lixão do bairro e dos moradores da região. Tem todo tipo de lixo, objetos eletrônicos, bicho morto, embalagens de remédios. Lixo caseiro e alimentos. O que atrai muitas cobras, ratos, baratas e mosquitos, de todos os tipos, e que estão invadindo nossa casa", revela Madalena.
Ela relembra um episódio que deixou a vizinhança apavorada. "Há algumas semanas, uma cobra estava passando pelo portão e o meu genro passou com ele por cima dela e a matou. A cobra estava indo direto para dentro da nossa casa", relembra a mulher. "Dizem que o verdadeiro proprietário do espaço e o antigo morador não foram mais encontrados para serem notificados e, enquanto isso, a gente continua sofrendo com a situação", lamenta.
A reportagem entrou em contato com a assessoria da CMTU, que informou que no espaço funcionava um "ponto clandestino de reciclagem". "No terreno, além da reciclagem irregular, também ocorria queimada de rejeitos. Por se tratar de um imóvel privado, com a incidência de crime ambiental (queimada) e problemas relacionados à saúde pública (ratos e insetos), a questão foi repassada, desde o início, para órgãos competentes", informou a companhia por meio de nota.


