Livros propõem novos métodos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de abril de 1998
Paulo Pegoraro 
Edson MazzettoFórmulas diferentesA equipe Assoeste: incentivo à substituição de cartilhas tradicionais por materiais alternativosA Associação Educacional do Oeste do Paraná (Assoeste) está estimulando a adoção de um novo processo de ensino-aprendizagem nas escolas da região, com o repasse de publicações gratuítas aos estabelecimentos de ensino. A entidade já produziu 10 livros de apoio didático em gráfica própria, que orientam professores para simplificarem a transmissão dos currículos escolares. Para que eles sejam mais facilmente compreendidos pelos alunos, explica a professora Darci Barros, do Departamento Pedagógico da Assoeste. O departamento dispõe de profissionais das áreas de alfabetização, educação infantil, história, geografia, línguas e matemática.
Os livros da Assoeste têm incentivado as escolas a substituirem as cartilhas tradicionais por alternativas como recortes de jornais e revistas, sucatas e outros materiais, para que os alunos aprendam de forma descontraída. Um dos resultados da inovação é a redução dos índices de evasão e repetência no ensino fundamental.
Na opinião da professora Baltadar Vendrúscolo, da área de alfabetização da Assoeste, a maioria das cartilhas nega as capacidades potenciais da criança para a aprendizagem inteligente e crítica.
Coletânea de Textos de História é um dos livros editados pela entidade. No prefácio os professores alertam que não se trata de uma cartilha, mas um texto em aberto abordando episódios importantes da vida nacional com visão crítica e independente, ou questões mais regionalizadas como a Guerra do Contestado (1912-1916), na região entre Paraná e Santa Catarina. Segundo o livro, no conflito estiveram envolvidas pessoas que queriam terra para plantar, comer e viver, que eram os sem-terra daquela época.
Em Educação em Crise, os autores sintetizam as propostas da Assoeste, propondo reflexões à natureza política da educação, na medida em que ela se converte em um projeto de reprodução da cultura, saberes e interesses das classes hegemônicas, ou, ao contrário, num projeto de libertação. A educação, dizem os autores, devem ser entendida como um projeto humano permanente, histórico e político, de desenvolvimento e intensificação da consciência de cada um e de todos e, portanto, gerador de novas esperanças desde as primeiras letras.
Dia do Livro O Dia Mundial do Livro foi instituído pela Unesco, a agência da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura. A data de 23 de abril foi escolhida porque neste dia morreram, em 1616, os escritores Miguel de Cervantes (espanhol), autor de Dom Quixote, e William Shakespeare (inglês), de Romeu e Julieta.


