Livros em falta nos colégios estaduais
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terça-feira, 09 de maio de 2017
Pedro Marconi<br>Reportagem Local 

Quase três meses depois do ano letivo 2017 ter iniciado, várias escolas estaduais de Londrina ainda aguardam a chegada de livros didáticos. A falta deste material, que abrange todas as disciplinas, tem prejudicado as unidades, que estão tendo que buscar meios alternativos para evitar prejuízos aos alunos. A mesma situação se repete em vários outros municípios.
No Colégio Padre Wistremundo Roberto Perez Garcia, no Jardim Ouro Verde, zona norte, cerca de 150 alunos estão sem os livros. São estudantes do sexto e sétimo anos, que com apenas 30 exemplares à disposição não podem levar este auxílio para casa, atrapalhando os estudos para as provas, já que se trata de uma material de suporte.
Segundo a diretora da instituição, Marilza Martins de Lima, várias mães já procuraram a direção para reclamar da situação. "O livro é um apoio para os estudantes e prejudica principalmente na época de provas. As mães nos cobram os motivos para os filhos não estarem com este material em mãos", afirmou.
Maior escola pública de Londrina, atendendo mais de dois mil alunos, o Colégio Vicente Rijo (área central) também vem enfrentando a escassez dos livros didáticos. As turmas mais prejudicadas são do fundamental, que assim como ocorre nas demais instituições, vêm realizando uma escala para uso. Do sexto ao nono ano somente metade dos pedidos foram atendidos. "Torcemos para que estes livros que estão em falta venham logo, pois isso vai melhorar muito para os nosso alunos, facilitando o aprendizado", destacou diretora auxiliar do período vespertino, Maria Beatriz Bernardy Martinez.
No Colégio Célia Moraes de Oliveira, na zona leste, são aproximadamente 580 unidades em falta. O problema tem feito com que a direção da escola faça um rodízio dos livros que hoje fazem parte do estoque com as turmas, para que os estudantes tenham a menor perda possível. Alguns títulos chegaram a ser enviados pelo Núcleo Regional de Educação (NRE) após remanejamento, porém não melhorou a situação. "Não é o ideal termos que fazer este revezamento, mas estamos administrando", disse a diretora do colégio, Ana Bittencourt.
PRAZO
A expectativa é que os livros cheguem aos colégio estaduais até o dia 15 de maio. De acordo com a chefe do Núcleo Regional de Educação em Londrina, Lúcia Cortez, o Ministério da Educação (MEC) é o responsável pela emissão e em razão da greve dos Correios, o envio acabou atrasando. "Nossa equipe pedagógica está auxiliando as equipes das escolas para minimizar o prejuízo. Esperamos que até semana que vem o problema esteja resolvido", projetou.
Sem um número exato de quantos livros estão em falta, Lúcia explicou que o pedido pelos títulos acontecem a cada três anos e são feitos ao MEC diretamente pelas escolas, que possuem a liberdade de solicitar quais desejarem, a partir de decisão conjunta com os professores. Como o ministério leva em conta o Censo de 2014, há uma discrepância na quantidade solicitada com o real número de alunos, fazendo com que as instituições busquem a reposição em uma reserva técnica, disponibilizada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
A FOLHA entrou em contato com o FNDE, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta sobre a quantidade de livros que serão enviados ao Paraná.


