Livro traz levantamento das condições do litoral
Albari RosaLivro sobre o litoral mostra desmatamento e uso inadequado do soloDados sobre áreas degradadas no Litoral do Paraná - principalmente na parte Sul - e detalhes sobre a ocupação costeira, uso inadequado do solo e desmatamento das margens de rios e córregos podem ser encontrados no livro Meio Ambiente e Desenvolvimento no Litoral do Paraná / Diagnóstico, lançado ontem, em Curitiba. Organizado pelos professores Renato Eugênio de Lima e Raquel Negrelle, o livro é resultado de um estudo realizado pelo Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente da Universidade Federal do Paraná, que envolveu cerca de 100 pesquisadores.
Com dados colhidos desde de 1995, traz informações detalhadas sobre a distribuição e a renda da população, indicadores das condições de saúde, educação e infra-estrutura básica e sugestões para o aproveitamento de ponteciais naturais da região. Nossa intenção é que o trabalho - um relatório abrangente voltado ao desenvolvimento sustentável - sirva de fonte para a elaboração de projetos para o desenvolvimento do litoral, disse Lima.
Segundo Lima, os contrastes do litoral do Paraná exigem uma gestão particular, afastando o uso de modelos tradicionais de desenvolvimento. Um dos contrastes da região de 4,6 mil metros quadrados e cerca de 200 mil habitantes é a variação da densidade demográfica, que varia de 3,98 habitantes por quilômetro quadrado, em Guaraqueçaba, a 159 habitantes em Matinhos. Apesar da parte Sul ser a mais degradada no aspecto ambiental, o litoral abriga a maior área contínua do mundo de Floresta Pluvial Atlântica, integrando a reserva da Biosfera da Mata Atlântica formalizada pela Unesco.
A renda da região é baixa - 65% dos chefes de família ganham até três salários mínimos. Algumas constatações, como a presença de parasitoses em 90% da população infantil, como foi verificado na localizadade de Amparo, confirmam a precariedade da infra-estrutura em determinados pontos. O estudo permitiu constatar, por exemplo, que a extração adequada de plantas medicinais pode ser uma boa alternativa econômica para a população, lembrou Lima. (A.V.)





