Curitiba - Planejar edificações com capacidade de abrigar mais de 50 pessoas com o sentido incorreto de abertura nas portas de saída, corredores longos, escadas estreitas e sem corrimão ou, ainda, com mau posicionamento de extintores e hidrantes. Esses são alguns dos erros mais comuns de normas de segurança cometidos por engenheiros e arquitetos na hora de planejar uma construção. O projeto incorreto desses itens pode agravar, em muito, uma situação de incêndio nos imóveis e isso ocorre, basicamente, pela inexistência de uma cadeira acadêmica que ensine o assunto aos futuros profissionais.
A partir dessas constatações, o capitão Ivan Ricardo Fernandes, que há 14 anos integra o Corpo de Bombeiros, decidiu abordar o tema em seu trabalho de conclusão do curso de Engenharia Civil, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). O resultado de sua preocupação foi mais além. Em parceria com a PUC-PR e o Crea, ele acaba de lançar o livro ''Engenharia de Segurança Contra Incêndio e Pânico''.
''O erro com maior incidência é o sentido de abertura das portas. Sempre que o ambiente tem capacidade para mais de 50 pessoas em seu interior, as portas devem abrir no sentido de fuga, para fora. As pessoas tendem a sair correndo em situação de emergência, e se for o contrário elas podem ser esmagadas e ninguém sair'', diz.
Ele explica que o livro apresenta todas as exigências legais que os edifícios devem ter para que sejam liberados pelo Corpo de Bombeiros. A obra reúne a legislação de segurança contra incêndio, de âmbito estadual e federal. Traz, ainda, algumas simulações com exercícios práticos para ilustrar os problemas.
O livro será distribuído pelo Crea-PR aos profissionais da área, e encaminhado gratuitamente às prefeituras. A obra já rendeu a Fernandes o prêmio Brasil de Engenharia, conferido pelo Ministério das Ciências e Tecnologia. Fernandes também foi um dos idealizadores do curso de pós graduação em Engenharia de Segurança contra Incêndio e Pânico da PUC-PR.

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