''Gafe é como soluço. Todo mundo está sujeito, seja rico, seja pobre, nobre ou plebeu'', diz a introdução do livro ''Gafe não é pecado'', da escritora Claudia Matarazzo, que reúne uma série de gafes cometidas por pessoas famosas, personalidades e por ela mesma, que se intitula como 'gaffeuse' de carteirinha.
Em uma coletânea de 70 situações, ela conta histórias como a de um ministro das Relações Exteriores do Brasil que, durante um jantar, soltou a 'pérola': ''Edna, esta sopa está com gosto de cocô.'' Na ocasião, absolutamente formal, estava uma delegação estrangeira que visitava o país e, cujos membros, falavam e compreendiam o português perfeitamente.
O constrangimento foi geral, que por sorte foi cuidadosamente contornado por um dos convidados que mudou rapidamente o assunto. Mas o pior ainda estava por vir. Quatro dias depois, a mesma delegação participou de um jantar oficial de despedida, e dessa vez no Palácio do Itamaraty.
Novamente, foi servida sopa. Neste instante todos olham para o ministro, que se limitou a terminar a sua sem comentários, deixando todos bastante aliviados. Mas isso por pouco tempo. Assim que o garçom retira o último prato, o ministro olha para sua mulher na outra extremidade da mesa e dispara: ''Edna, esta sopa está muito pior do que a do outro dia lá em casa.'' O que se sabe, é que durante aquela administração, não se serviu mais sopa no Itamaraty. (M.T.)

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