Livro inédito aborda origem da árvore
Ainda inédito, o livro Pinheiro-do-Paraná Lendas & Realidades, escrito pelos engenheiros florestais e professores da Escola de Florestas da Universidade Federal do Paraná Carlos Roberto Sanquetta e Alexandre França Tetto, será publicado em junho pela editora da UFPR.
Pretendemos um livro de bolso com preço bem acessível para que todos os paranaenses possam conhecer as lendas e realidades em torno da nossa árvore-símbolo, a araucária, conta Sanquetta. O primeiro assunto que o professor aborda é a origem do nome da árvore. Arauco é o nome de uma tribo indígena que viveu na América do Sul e que hoje está apenas no Chile. Araucária significa, então, terra dos araucos.
Por ser uma árvore de madeira excelente e muito fácil de industrializar, praticamente sem perdas, pela forma do tronco, a araucária serviu às indústrias de papel, celulose, vigas e móveis. Entre as décadas de 30 e 50, exportou-se muita araucária para serem usadas na reconstrução da Europa do pós-guerra, reconhece o pesquisador.
A partir daí, nunca mais se deixou de derrubar araucárias, por serem economicamente atrativas. Muitas famílias paranaenses devem suas fortunas à araucária, diz. Na década de 70, continua Sanquetta, gaúchos mudaram-se para o Paraná com o objetivo de expandir a fronteira agrícola com a soja. A araucária foi então substituída pela soja.
O que ajudou um pouco a conservação dos remanescentes do pinheiro-do-Paraná, foi o plantio de pinus, cuja madeira tem as mesmas características da araucária. Mas podemos dizer que as reservas de araucária, do ponto de vista comercial, são praticamente nulas. No entanto, ainda existe exploração de araucárias, adverte.
Até a década de 60, o corte da araucária era liberado. O Código Florestal de 95 regulamentando a exploração da madeira, não foi cumprido. O problema, na verdade, não é a falta de leis controlando a derrubada de madeira, mas a falta de tecnologia de como cortar sem destruir a floresta, ou seja, a tecnologia do manejo, lamenta Sanquetta.





