O Livro Histórico de Londrina e Região, do jornalista Walmor Macarini, idealizado pela Associação Pró-Memória, foi anunciado ontem em uma solenidade no Ginásio de Esportes Moringão. Segundo o seu coordenador, Klaus Nixdorf, a obra, que será lançada em dezembro, promete trazer peculiaridades desconhecidas dos 70 anos da cidade.
''Tem vários livros sobre a história de Londrina, mas um diferente do outro. Aproveitamos os pioneiros ainda vivos. Eles foram para nós as melhores testemunhas para falar como era, o que aconteceu'', relatou Nixdorf.
Nixdorf destacou dois pontos da história da cidade até hoje controversos. ''São duas coisas realmente muito importantes. A maioria dos livros sobre Londrina diz que tudo começou com a Companhia de Terras e mata virgem. Na hora que você faz a pesquisa encontra pessoas, como Clemente Soares, de Arapongas, que veio para cá em 1928. A companhia veio em 1929. Então, tem muitos precursores, inclusive propriedades que já existiam. Outra coisa é que dizem que a Companhia de Terras matou muitos índio. Não temos conhecimento de uma morte de índio pela Companhia de Terras. Muitos morreram por doenças.''
Apesar de já ter sido lançado, o livro está na fase final de impressão e pode ser encomendado na associação, que funciona na Avenida Maringá, 627, sala 301.
A professora aposentada Maria José Capobiango Tomasetti, que chegou a Londrina em 1944, participou ontem da carreata. ''Amassei muito barro, engoli muito pó, vi Londrina nascendo e hoje vejo essa Londrina maravilhosa'', disse. ''Vim para passar um mês em Londrina e esse mês me segurou aqui. Acabei me apaixonando pela cidade, que era de forasteiros. Londrina é um fenômeno. Onde já se viu uma cidade com 70 anos possuir o que Londrina possui, ter a população que tem, esses prédios altíssimos. É uma cidade em que tudo o que você procura, você acha. Estou satisfeitíssima e amo de coração a cidade'', declarou. (C.O.)

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