Jorge Wilheim classifica seu livro como um diário de bordo, que inicia em 1992, quando recebeu o primeiro convite para ajudar na organização da Conferência da ONU sobre Habitação. Na época, ele já tinha lançado outro livro, que serviu de base para a discussão da conferência de Istambul. Wilheim avalia que os resultados foram bons, com a inclusão de outros segmentos sociais, que participam das soluções para o próximo milênio.
O arquiteto conta que a sua escolha para gerir o secretariado da conferência deve-se em parte a Curitiba. Segundo ele, a idealização do plano diretor da cidade teve um peso importante. ‘‘Curitiba, dentro das Nações Unidas, é mais famosa que o Brasil, por causa de seus projetos criativos’’, afirma. ‘‘Apesar dos méritos, é preciso não sentar em cima dos louros’’.
De concreto do encontro de Istambul, Wilheim cita a criação do catálogo das Boas Práticas Urbanas, que é um espécie de manual para as prefeituras pegarem projetos que dão resultado, e o Observatório Urbano. Os dois seviços estão na Internet. Essas duas ferramentas são importantes para enfrentar a superpopulação nas cidades. A previsão é que no ano 2004 mais da metade da população viverá nas zonas urbanas.

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