Uma dos sonhos de seu Sebastião é figurar no Livro dos Recordes (Guiness Book) como o homem que mais tempo passou deitado em uma cama. Ele aguarda que a iniciativa de alguns amigos lhe rendam o prêmio simbólico. Tempo longo em que ele, bem informado, diz ter visto muita coisa acontecer. ''Só não vi esse País melhorar. Entra político e sai político, o discurso é sempre o mesmo'', lamenta.
E se pudesse mudar algo, o que mudaria? ''Gostaria de poder trabalhar, ajudar em casa (ele recebe mensalmente um benefício de R$ 240). Talvez como eletricista de automóveis'', titubeia, lembrando-se do curso que iniciou no Senai há muito tempo, quando o irmão tinha uma oficina.
Mas a paixão, ele entrega, é outra: ''Eu me chamaria Rui, em homenagem ao Rui Barbosa, que foi o mais brilhante advogado do Brasil. E, pelo tanto que eu falo, acho mesmo que deveria seguir essa profissão'', diverte-se.

mockup