Luciane Tonon
De Londrina
O delegado de Bandeirantes (34 km a leste de Cornélio Procópio), Rogério Antônio Lopes, 36 anos, lança hoje o livro ‘‘Teoria e Prática da Polícia Judiciária’’. O livro foi escrito por ele e pelo delegado Joel Bino de Oliveira, de Curitiba. A obra tem o objetivo de mudar a imagem ‘‘distorcida’’ das delegacias e até apresentá-las como empresas bem gerenciadas e prontas para receber a comunidade,
‘‘Nós discutimos o trabalho que é feito no dia-a-dia, as necessidades de reciclagem e resolvemos escrever o livro. Não é uma crítica, e sim uma monografia de apoio técnico aos colegas’’, disse Lopes. Segundo ele, a maior dificuldade para escrever foi a pesquisa. ‘‘Falta bibliografia sobre a área.’’
O livro é recheado de dicas sobre critérios que a polícia precisa ter para respeitar os direitos do cidadão. O livro conta ainda com modelo de inquéritos e técnicas de tomadas de depoimentos. ‘‘São pequenos toques que resultam em bons depoimentos. Por exemplo, se a pessoa não lembra o horário do ocorrido na noite, perguntamos: Foi antes ou depois da novela? Então, presumimos um horário.’’
Para o delegado, é possível a Polícia Civil chegar numa qualidade total. ‘‘Em Bandeirantes, o livro está sendo colocado em prática há pelo menos quatro anos. Todos os funcionários trabalham de camisa social, gravata e crachás. Valorizamos a comunicação visual e o modo de apresentação’’.
O ambiente de trabalho na delegacia de Badeirantes parece mesmo como uma empresa. É totalmente informatizada e climatizada. ‘‘Os funcionários têm que ter estabilidade para atender bem a comunidade’’, argumenta o delegado. O lançamento do livro está previsto para as 20 horas, na Casa da Amizade.

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