Londrina - Na cidade, enquanto as grandes livrarias já se prepararam para as demandas que vêm com as mudanças gramaticais, forrando o estoque com livros didáticos e dicionários que trazem as novas regras, as pequenas lojas preferem esperar.
Uma livraria do Centro já oferece um dicionário atualizado e até recebeu pedidos. Outra loja, na Região Sul, encomendou livros didáticos para o ensino fundamental, além de seis tipos diferentes de dicionários para atender a campanha de volta às aulas. Conforme a subgerente da livraria, Maria Marcia Magro, "ainda não temos idéia do quanto vendemos, pois estamos aguardando a procura dos pais por materiais escolares", declarou.
Além do Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Macau (região administrativa especial da China que também fala o português) assinaram o acordo. O objetivo dos governos foi simplificar e uniformizar as grafias da língua portuguesa, ampliando a cooperação comercial e social entre os países.
Embora o acordo tenha entrado em vigor oficialmente no dia 1º de janeiro, funcionará em caráter facultativo até dezembro de 2012: as regras antigas, até agora em vigor, serão toleradas nesse período em vestibulares, provas escolares, exames e concursos públicos. Já livros didáticos deverão estar totalmente adaptados apenas em 2010.
Entre escolas da rede pública e privada não há consenso sobre a transição: algumas pretendem começar no próximo semestre a ensinar a nova grafia, outras vão esperar até que os livros estejam prontos. Governo federal e o Legislativo tampouco estão preparados e devem ignorar o acordo este ano.(M.G.)

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