Litorina volta a operar até 1º de maio
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de março de 1997
Elisa Marilia 
Da Sucursal
Albari RosaPicetskei (à esquerda) na assinatura do contrato com a RFFSA: reformasAs litorinas e os trens que fazem o percurso de Curitiba a Paranaguá passando por Morretes deverão voltar a funcionar até o dia 1º de maio. Os diretores do Consórcio Pontal do Paraná assinaram ontem um contrato com a Rede Ferroviária Federal S.A. que vai possibilitar a reforma dos vagões e das locomotivas da linha turística. No valor de R$ 10,8 milhões, as reformas passarão por um projeto ecológico-ambiental e turístico. As estações ferroviárias também serão transformadas em ambientes de lazer.
Os trens pararam de fazer a linha turística em 28 de fevereiro. O turismo de Curitiba ficou um caos. Houve cancelamento de grupos de 400 pessoas e os hotéis perderam mais um pernoite de todos os participantes de congressos que constumam incluir a viagem até Paranaguá nos roteiros turísticos, afirmou Luzmar João Picetskei, dono da Região Sul Turismo, uma das três empresas participantes do consórcio.
Os 18 vagões e as duas litorinas serão reformadas por empresas privadas que utilizarão os espaços externos e internos com publicidade e serviços, como tradução simultânea, degustação e atendimentos diferenciados para os vagões das classes executiva, primeira e turística.
A proposta inclui painéis eletrônicos na estação de Curitiba com os horários de saídas e chegadas, informações de hotéis e pontos de lazer e turísticos. No aeroporto também deverá ser intalada uma central de informações. Pelo telefone 0800, os usuários poderão obter informações sobre reserva, venda de passagens, condições de embarque, serviço de achados e perdidos e promoções turísticas. As empresas poderão oferecer música, e o vagão-restaurante será reformado.
De acordo com o plano de trabalho do Consórcio Pontal do Paraná, a linha Curitiba-Paranaguá não é um simples sistema de transporte que liga dois pontos, mas vale-se pelo percurso. Quem se propõe a este passeio, segundo Picetiskei, não está preocupado em chegar ao destino, mas sim em viajar. O trajeto dá acesso ao mais antigo local de ecoturismo do leste paranaense: o pico do Marumbi.


