Litoral recebe hoje reserva de palmito
Litoral recebe hoje reserva de palmito
Durante a entrega da Floresta Estadual, pelo governo, também serão dis tribuídas as primeiras cestas básicas
Da Redação
DivulgaçãoAvançoO governo pretende acabar com a retirada ilegal de palmito no litoral paranaense e gerar outras fontes de rendas para os agricultores. Os que se cadastrarem no programa Plantando o Palmito vão receber uma cesta básica todos os mesesO Paraná inicia hoje mais uma importante etapa para proteger e preservar o ecossistema no litoral. O governo do Estado entrega em Paranaguá a Floresta Estadual do Palmito - com a presença do ministro do Meio Ambiente, Gustavo Krause - para evitar a extinção do palmito, uma das espécies mais ameaçadas da Mata Atlântica. Com uma área de 550 hectares, a floresta vai funcionar como um centro de conservação, preservação, desenvolvimento de técnicas de manejo do palmito e educação ambiental.
A inauguração dá sequência ao projeto iniciado em 1996, com uma intensa campanha de combate ao consumo de palmito clandestino em bares, restaurantes, pastelarias e pequenos mercados. É importante essa continuidade dos programas ambientais para se tentar chegar a um equilíbrio permanente da natureza, afirma o chefe de Conservação do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Maurício Savi.
A floresta terá museu, viveiro e cozinha modelo, que de quarta-feira a domingo, das 8h às 19 horas, estarão abertos à visitação. A cozinha é, na verdade, uma pequena fábrica demonstrativa sobre a preparação adequada do produto em conserva. O museu vai apresentar em fotos e peças todos os registros da história do corte indiscriminado que ameaça de extinção o palmito.
Entretanto, o trabalho de sensibilização não estaria completo se não fosse direcionado ao trabalhador rural que vive em extrema pobreza, afirma Sérgio Mudrovitsch de Bittencourt, técnico em desenvolvimento florestal do IAP. Ele é o principal responsável pelo corte clandestino, pois para aumentar sua renda familiar sente-se obrigado a praticar o roubo na floresta.
Para isso, o governo também faz hoje a entrega das primeiras cestas básicas às famílias cadastradas no programa Plantando o Palmito. Mil famílias começam a trocar 30 quilos de sementes de palmito por uma cesta básica. O objetivo é direcionar a atenção do pequeno agricultor ao plantio e à importância no manejo florestal.
O IAP vai coordenar todas as etapas do trabalho de produção. Elas começam com a coleta das sementes. Em seguida, os produtores vão plantar as mudas em viveiros municipais e estaduais do litoral e também preparar áreas para o plantio direto na mata. A intenção é reverter o quadro atual, no qual os produtores exploram ilegalmente o palmito para a sobrevivência.
A exploração ilegal coloca em risco de extinção a palmeira que produz o palmito. Para obter um palmito é necessário derrubar uma árvore de até 30 metros, que leva cerca de dez anos para se tornar adulta. O corte indiscriminado e ilegal está tornando raras as espécies adultas, que produzem frutos e sementes responsáveis pela proliferação da espécie.





