Curitiba - Uma semana após as fortes chuvas que deixaram parte do litoral do Paraná em situação de emergência, o abastecimento de água continua sendo um dos problemas mais urgentes a serem resolvidos na região. O desabastecimento é maior em Paranaguá, onde só 25% da necessidade é atendida.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a situação em Antonina já está praticamente normalizada, enquando Morretes apresenta pontos críticos apenas em regiões mais afastadas, rurais. Mas os moradores de Paranaguá ainda terão de esperar cerca de 20 dias para receber 85% da água de que precisam.
''O problema aqui é mais grave porque nossos mananciais foram quase que completamente devastados. A Mata Atlântica simplesmente sumiu. Sobrou apenas terra e galhos'', precisou o engenheiro Mário Muller, diretor da CAB Águas de Paranaguá, empresa que opera os serviços de água e esgoto.
Ele explicou que a região possui quatro mananciais: Miranda, Ribeirão, Santa Cruz e Cachoeira. Os dois primeiros, açoreados pela chuva, já estão sendo dragados e vão disponibilizar 50% da água necessária para o município até a metade desta semana. Os outros dois, no entanto, foram totalmente destruídos pela chuva. Os prejuízos ao sistema de abastecimento devem chegar a R$ 15 milhões.

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