Litoral perde por não profissionalizar turismo
Israel Reinstein
De Curitiba
O litoral paranaense precisa se transformar em produto turístico para poder crescer e ser atraente aos visitantes, avalia o secretário de Esporte e Turismo, Ney Leprevost. O secretário defende maior profissionalismo do setor turístico do litoral, exatamente, no momento, em que a Universidade Federal do Paraná registra aumento nas inscrições neste curso no próximo vestibular.
Leprevost afirma que a intenção é criar cronograma de atrações para tornar o litoral um produto do ano inteiro. A grande falha do litoral é que utilizado por apenas dois meses, quando tem potencial para todos os dias, diz a professora Luciane de Fátima Neri, do curso de Turismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A professora fez um estudo, em 1997, da situação do setor turístico de Guaratuba.
Luciane conta que o quadro não era muito positivo. Uma das falhas mais graves é a falta de profissionalismo no Litoral. São poucos os empresários que orientam os funcionários a atender os clientes, afirma. Em geral, a prática é conseguir apenas ganhar dinheiro nos dois meses de férias. A melhor solução seria investir para sempre atrair novos os clientes, complementa.
A criação de um cronograma de apresentações e eventos é defendida pelo secretário. O litoral catarinense cria festas para todo o ano, evitando em fazê-las nos mesmo dias para não brigar pelos turistas, afirma Leprevost. A professora entende que é possível transferir eventos de inverno de Curitiba para o Litoral. Chove mais no litoral nos períodos de calor que durante o frio, além disso a temperatura média em julho é sempre 10 graus mais alto que nas outras cidades do Estado, justifica Luciane.





