Os balneários do litoral paranaense já estão se preparando para receber os veranistas na temporada 96/97. A expectativa é de que pelo menos 1,4 milhão de pessoas passem pelo litoral este verão. A previsão é da Secretaria Estadual de Segurança Pública, que lançou esta semana a Operação Verão.
Quem é frequentador assíduo do litoral sabe dos problemas enfrentados com a água ou a falta dela. Segundo o gerente regional da Sanepar, Wandir Nogueira, não deve faltar água este ano para os veranistas. ‘‘É claro que não é para deixar a torneira aberta. Mas usar com racionalidade’’, disse.
Para garantir água, a Sanepar fez algumas modificações no processo de tratamento na subestação de Praia de Leste. ‘‘Vamos, com as mudanças, poder oferecer mais água’’, disse Nogueira. Para forçar a baixa do consumo foi implantada a tarifa sazonal. De dezembro de 96 a março de 97, a tarifa será cerca de 30% mais cara.
Segundo Nogueira a produção de água será de 41,2 mil metros cúbicos por dia. A reserva ficará em torno de 12,7 mil metros cúbicos por dia. ‘‘Nossa expectativa de consumo máximo é de 44,2 metros cúbicos por dia’’, calcula o gerente. A média de consumo diária deve chegar a 28,8 mil metros cúbicos por dia.
Também não deve haver falta de luz no litoral este verão, mesmo com o aumento de 120% no consumo de energia previsto pela Copel para a temporada. Segundo o gerente regional da Copel, Marco Biscaia, a empresa construiu a subestação de Praia de Leste. ‘‘Ela é maior que a de Paranaguá, que alimenta todo o litoral’’, afirma.
Além disso, o litoral foi beneficiado com o anel 138 mil volts. Ou seja, no caso de faltar energia em um balenário, a Copel poderá fazer a alimentação através de uma rota alternativa. ‘‘Podemos chegar a Matinhos via Paranaguá ou via Guaratuba. Se uma rede falhar, optamos por outra’’, explica Biscaia.
A Telepar também está prevendo uma temporada tranquila para os usuários do sistema. A estatal ampliou o número de telefones públicos ao longo da Avenida Atlântica (de Guaratuba a Pontal do Sul). Na temporada passada eram 27 telefones públicos e em 96 passaram a ser 77. Um aumento de 185%.

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