As listas telefônicas de 1999 de todo o Paraná não trarão mais os nomes e números de aparelhos das pessoas que possuem telefone celular, a menos que o interessado queira pagar pelo serviço. A decisão vem sendo anunciada pela Telepar Celular, através de correspondências que estão sendo enviadas para as casas dos usuários da telefonia móvel.
O gerente do Departamento de Operações para o Paraná da Telepar Celular, José Carlos de Almeida Rocha, explica que a medida será adotada em virtude da divisão da Telepar Celular S/A da Telecomunicações do Paraná S/A (Telepar), que ficou responsável apenas pela telefonia fixa. ‘‘A separação aconteceu no dia 5 de janeiro deste ano, em cumprimento ao programa de privatização do Governo Federal’’, diz.
Com a transformação, a gratuidade do serviço de publicação dos números na lista telefônica será destinada apenas aos aparelhos fixos, porque o contrato de edição da lista é mantido pela Telepar com a Editel S/A. Como a Lei Geral das Telecomunicações, de 16 de julho de 1997, não determina que o serviço seja estendido gratuitamente à telefonia celular, os números serão cortados.
Com isso, quem tem celular e pretende ter o nome e número anunciados terá que pagar pelo serviço à Editel. O presidente do Conselho Administradivo da Editel, Roberto Ronaldo Pinheiro, diz que o preço do anúncio dependerá da quantidade de listas distribuídas. Em Curitiba, por exemplo, onde serão impressas 500 mil listas, o serviço custará R$ 40,00.
Em todo o Paraná, a medida afetará 260 mil clientes, 150 mil deles residentes na capital. A vendedora de seguros Karina Angélica de Andrade é uma delas. Para ela, que recebeu a carta da Telepar Celular na semana passada, a medida não vai fazer diferença. ‘‘Mas acho que para quem usa o celular para trabalho a decisão é prejudicial’’, comenta.

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