Responsável por 9.589 reclamações feitas ao Procon no ano de 1998, o setor da habitação aparece novamente como um dos mais problemáticos para o consumidor paranaense. Pela segunda vez a Construtora Cidadela encabeça a lista com 24 queixas protocoladas e não resolvidas.
A informação consta no ‘‘Cadastro de Defesa do Consumidor de 1998’’ que foi elaborado pelo Procon do Paraná e divulgado ontem, Dia Internacional de Defesa do Consumidor, em Curitiba. Na sua oitava edição e com uma tiragem de três mil exemplares, distribuídos junto à edição do Diário Oficial do Governo do Estado, o material contém duas listas destacando os fornecedores de serviços e produtos que cumpriram ou que deixaram de cumprir suas obrigações junto ao consumidor.
Ao todo foram atendidos pelo Procon no ano passado, 67.362 consumidores. A grande maioria pelo telefone 1512. Dos 2.809 cadastros de defesa protocolados pelo órgão, 1.732 foram resolvidos, contra 1.077 que continuam tramitando.
Segundo o documento divulgado, além da Cidadela, as outras seis empresas que mais se destacaram por não resolverem problemas com os consumidores são a Torreblana (21 casos), Garante Serviços de Apoio S/C Ltda (17), Tele Fácil (16), Arapuã (15), DI 1000 - Telefones (14) e Sul América Capitalização (12).
Já as dez empresas que mais resolveram problemas são Telepar (76), AW Empreendimentos Imobiliários (53), Disapel e Multiloja (34), Probec (32), Cidadela (26), TVA Sul/PR (25) e a Sanepar, Losang e Losango Promoção e Vendas (22). E, ainda, Arapuã, Casas Bahia e Grupos Unidos (21), Credicard (18) e Unimed (17).
Para o secretário estadual de Proteção e Defesa do Consumidor, Sérgio Spada, a divulgação do cadastro é uma peça que provoca a discussão e a conscientização por parte dos consumidores e dos próprios fornecedores. Segundo ele, nenhum empresário gosta de ver o nome de sua empresa publicado na lista. A publicação vale por um prazo de 5 anos. ‘‘Mas uma vez que o empresário resolve o problema ele pode tirar o nome do cadastro. E é isso que faz com que ele funcione’’, diz o secretário.
Um exemplo é o da Associação dos Supermercadistas, que para garantir um bom atendimento e evitar a publicação do nome de seus associados no próximo cadastro, já procurou o Procon sugerindo a criação de uma espécie de selo de qualidade.

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