Lista sugere cuidados ao mototaxista
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quinta-feira, 13 de julho de 2000
Lino Ramos De Londrina 
O delegado operacional da 10ª Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André, divulgou ontem uma lista de sugestões, que segundo ele, podem ajudar o mototaxista a evitar a violência dos assaltantes. Na terça-feira um grupo de mototaxistas fez um protesto em frente à 10ª SDP logo após o sepultamento de Marcos Adriano de Moraes, 28 anos, mototaxista assassinado segunda-feira à noite em Cambé com um tiro na nuca.
Segundo André, as centrais de mototáxi devem adotar um identificador de chamadas e perguntar ao solicitante da corrida o endereço de onde está partindo a ligação. Com essas informações o motoqueiro deve confirmar o endereço pela lista telefônica. Jurandir André aconselha o mototaxista a não atender corridas solicitadas pelo orelhão e se for possível, somente transportar pessoas que procuram o ponto de mototáxi.
Na avaliação do delegado, o motoqueiro também precisa solicitar documento de identidade do cliente e registrar os dados do passageiro na central. Ele aconselha o mototaxista a recusar a corrida se o cliente não quiser se identificar ou não portar documentos. Jurandir André acredita que esses cuidados podem reduzir sensivelmente a violência contra a categoria. Eu acredito que são regras que poderão salvar a vida do mototaxista, comenta.
Segundo ele os assaltos contra entregadores das pizzarias e farmácias diminuiram depois que as empresas começaram a usar identificador de chamadas. O delegado afirma que as sugestões estão à disposição de taxistas e mototaxistas.
Para o presidente da Associação dos Mototaxistas do Norte do Paraná, Vilson Primo Dalla Costa, as idéias são válidas mas difíceis de se colocar em prática. Segundo ele o mototáxi é um serviço público e o condutor poderia estar constrangendo o passageiro ao pedir documento de indentidade. O cidadão pode até processar a gente, comentou. Costa também considera inviável a recusa das corridas solicitadas pelo telefone público. Muita gente liga de orelhão porque não tem telefone em casa, disse ele.
De acordo com Costa as centrais usam identificador de chamadas e 99% dos mototaxistas assaltados apanharam passageiros em locais públicos e movimentados, mas durante a corrida foram obrigados a mudar o endereço original. Ele afirma que os motoqueiros estão se recusando a fazer corridas em locais considerados perigosos.


