O número de imóveis com focos do mosquito transmissor da dengue caiu em Londrina, em relação a janeiro, o que praticamente anula a possibilidade de uma epidemia. Porém, os 402 casos confirmados da doença este ano, com duas mortes registradas, ainda assusta. O último óbito - só divulgado ontem, durante a apresentação pela Secretaria Municipal de Saúde dos números do 2º Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (Lira) - foi de uma mulher de 41 anos, no dia 13 de março. Em 2009 Londrina registrou 104 casos de dengue, sem mortes.
O bairro que apresenta maior Índice de Infestação Predial (IIP), de acordo com o Lira, é o Jardim Ideal, na Zona Leste, com 4,35. Em janeiro, o índice no mesmo bairro era de 10,75. Como o índice de infestação preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de no máximo 1%, a situação do Ideal é considerada preocupante e vai motivar ações mais intensas. ''Vamos mudar algumas estratégias. Em vez de visitar as residências a cada dois meses, vamos passar a visitá-las a cada 15 dias'', informou o diretor de Saúde Ambiental e da Vigilância Sanitária, João Martins de Souza.
Em toda a Zona Leste, o índice caiu de 7,38 (em janeiro) para 2,09. No Centro, a queda foi de 4,88 para 1,76. Na Zona Sul, a diminuição foi de 3,26 para 1,09. As regiões que apresentam menor infestação do mosquito são a Oeste, com índice de 0,97, e a Norte, com 0,86. O IIP médio de todas as regiões pesquisadas foi 1,2, contra 4,5 em janeiro. Do início do ano até agora, foram emitidos 47 processos de autuação de imóveis por manutenção de focos do mosquito.
O Lira também apontou que a maioria dos criadouros (50,8%) está no lixo, em recipientes plásticos, garrafas e latas. Em seguida vêm os depósitos móveis, como vasos de plantas. O levantamento foi feito entre os dias 12 e 16 de abril, em 8,1 mil imóveis.
Uma das preocupações dos agentes de saúde atualmente são os casos de maior gravidade, como o da mulher que veio a óbito em março. O diagnóstico, segundo a diretora de Epidemiologia e Informações em Saúde, Sandra Regina Caldeira Melo, foi de dengue com complicações. A vítima, moradora da Área Central, foi avaliada no dia 12, em um posto de saúde, encaminhada para o PAM e, de lá, para o Hospital da Zona Sul, onde faleceu na tarde do dia seguinte. Segundo Sandra, ela era portadora de esclerodermia, uma doença crônica.

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